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  • Da redação

Mãe de menina humilhada em Creche enaltece Justiça após condenação da entidade e coordenadora. &quot


A comerciante e mãe da garota que foi "convidada a se retirar" da Creche Juventude Católica de Marília, segundo uma ex-coordenadora da unidade por usar roupa curta e sapatos de salto, disse ao JP na tarde desta segunda-feira (1°), que a menina, na época (2018) com 7 anos de idade, usava roupas próprias de sua idade e sandálias Melissa, compradas no comércio. O caso resultou em condenação judicial da Creche e da então coordenadora, obrigadas a pagar indenização de R$ 5 mil por danos morais à família da criança, conforme divulgado hoje pelo JP.

ROUPAS COMPRADAS EM LOJAS

"Não houve nada de anormal, minha filha sempre usou roupas do gosto dela, roupas de crianças, escolhidas e compradas em lojas aqui do comércio. O que houve, sim, foi a humilhação que ela sofreu por parte da coordenadora da Creche, que graças a Deus foi tirada de lá", disse a mãe da ex-aluna. A unidade não fornece uniformes aos alunos.

A própria juíza que acompanhou a Ação emitiu comentários nesse sentido na sentença. "Conforme se denota das próprias imagens anexadas, a requerente é criança de pequena idade, sendo que sua vestimenta, apesar de curta na parte dos membros inferiores, não a expõe ao ridículo nem a situações difamantes ou embaraçosas perante seus colegas", citou o despacho judicial.

Os vídeos, no caso, são imagens das câmeras de monitoramento da Creche, no dia dos fatos, que foram apresentadas em audiência no Fórum.

A mãe da menina afirmou que o Conselho Tutelar a consultou se ela queria que a menina continuasse frequentando a Creche. "Entendi que não, para evitar eventuais retaliações", resumiu.

A genitora elogiou as atividades da instituição. "Sempre fui uma mãe participativa lá, a Creche tem boas atividades, mas infelizmente houve esse episódio por parte da agora ex-coordenadora, que de forma arrogante humilhou minha filha em uma situação injusta e inaceitável. Minha filha nunca teve qualquer problema de comportamento na Creche ou na outra escola que ela frequentava na época e continua frequentando", disse.

A comerciante afirmou que embora seja a natureza da Ação Judicial, não buscou nenhuma compensação financeira. "Busquei Justiça e graças a Deus consegui, principalmente porque a coordenadora foi retirada da Creche. Isso foi um alívio para mim e acredito que para outras mães que enfrentavam problemas com as atitudes dessa pessoa".

A menina, neste caso, tem dons artísticos como canto e dança e já participou e venceu concursos de beleza mirim em nível local e estadual. "Minha sempre foi muito querida por onde passou, nas escolas, sempre respeitou as amigas, professores e todas as pessoas, porque esta sempre foi a educação e orientação que ela teve em casa", comentou a mãe.















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