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  • Da redação

PDT racha, dobradinha afunda, presidente do partido "lava as mãos" e direção estadual quer


Brito, presidente do PDT em Marília "lavou as mãos" e pedetistas dizem que direção estadual do partido quer o padre Edson como vice de Alonso. Foto acima: Alonso e o padre Edson em carreata na campanha eleitoral de 2016

Reuniões e discussões sobre os rumos do PDT em Marília provocaram uma racha no partido nesta quarta-feira (17). Tanto, que o presidente local da legenda, Adão Brito, "lavou as mãos" e está deixando que o comando estadual do partido decida qual posição será tomada em relação às eleições municipais deste ano em Marília.

Na manhã de ontem, pedetistas locais se reuniram em uma padaria na área central da cidade, com a presença de Brito. Decidiram que o partido lançaria o capitão PM Éliton Sanches como pré-candidato a prefeito e o pastor Amauri como vice. Seroa uma chapa puro sangue do PDT, com candidatos a vereadores.

Na parte da tarde, Brito esteve reunido com o ex-prefeito Abelardo Camarinha (Podemos), no escritório do Edifício Nações Unidas, na Rua Bahia. O ex-prefeito confirmou o encontro à portas fechadas. "Pelo que foi proposto, não deu acordo", resumiu.

No mesmo dia, membros do PDT, sem a presença do presidente, fizeram uma nova reunião e optaram por apoiar o padre Edson (que atuava na Igreja Sagrada Família e atualmente está em Quintana) como candidato a vice na chapa do prefeito Daniel Alonso (PSDB). O capitão Éliton sairia candidato a vice com Juliano da Campestre (PRTB). Brito, em contato por telefone, não quis comentar as movimentações ao JP. Um pedetista disse nesta quinta-feira ao JP que Adão Brito ficou descontente com as movimentações paralelas e decidiu "deixar tudo nas mãos do comando estadual do partido". Ele (Brito) disse que a briga aqui em Marília "é grande" e decidiu correr atrás dos interesses do partido em cidades da região, afirmou o membro da legenda.

Tempos atrás, Brito procurou por Camarinha e disse que o desejo do presidente estadual do PDT, Carlos Luppi, era que ele (Brito) fosse candidato a vice na chapa do ex-prefeito. Na época, Camarinha e o filho, o deputado estadual Vinícius, haviam procurado Luppi para tentar "pegar" o comando do PDT em Marília.

Na conversa com Brito, naquela oportunidade, Camarinha disse que tinha vários postulantes à vaga de vice "na fila" e que o padetista não seria o provável ocupante da vaga.

















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