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  • J. POVO- MARÍLIA

Albuquerque grava mensagem de apoio a policial, detona comandante e vereadora pela "Lei de Ger


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"Quem você acha que é?". Assim, o vereador e policial militar da reserva, José Carlos Albuquerque, inicia a fala em um vídeo gravado nesta segunda-feira (24), o qual ele pretende apresentar no Pequeno Expediente da sessão camarária de hoje.

O vereador relata apoio e solidariedade ao sargento PM Alan Fabrício Ferreira, que recusou a famosa carteirada ao abordar veículo irregular da vereadora professora Daniela Alves (PL) e foi repreendido e afastado das funções pela comandante do 9° BPM-I, tenente coronel Márcia Cristina Cristal,. O caso ganhou repercussão nacional.

"Com essa frase ("Quem você acha que é?") na noite de domingo do dia 16 passado, uma conversa estarrecedora foi encerrada", segue Albuquerque, no vídeo.

"Desnecessário entrar nos pormenores, pois mais uma vez nossa querida cidade foi notícia a nível nacional e, pasmem, não pelo trabalho, não pela pujança, não pela educação, não pelas universidades, não pelas indústrias, enfim, foi noticia por um fato que jamais poderia ocorrer no estado democrático de direito", afirmou Albuquerque.

Ele relata que em sua vida policial ouviu muitas vezes: "sabe com quem está falando? Quem você acha que é?". Não foram poucas as vezes que dessa forma fui abordado, nas mais diversas situações. Sei o quanto é humilhante ouvir isso, ser reduzido a nada".

O vereador e presidente da Associação dos Cabos e Soldados em Marília, diz ainda que como dói um trabalhador ser reduzido a nada, sua dignidade ser reduzida a pó".

Albuquerque segue:"o sargento Alan vive a Polícia Militar desde que nasceu (filho de PM). Eis que chegamos à fatídica noite do dia 16 de agosto de 2020, quando legitimamente e legalmente exercia o patrulhamento preventivo em nossa cidade, aborda um veículo com algumas irregularidades e de forma imparcial como sempre aplica o que a lei determina... Mal sabia ele que uma atuação correta e legal levasse seu nome às reportagens a nível nacional e por que? Porque abordou o veículo de uma autoridade política e foi abordado ofensivamente por uma autoridade policial".

O vereador cita uso do "jeitinho brasileiro" pela vereadora e diz que "não podemos achar como razoável que autoridades políticas achem que estamos em um país sem dono onde a Lei de Gerson ainda teria vigência. Não tem!".

Albuquerque menciona que a autoridade politica deveria ser reconhecida pelo seu trabalho e não por favores políticos. Lamenta que a tenente coronel, "se rebaixe ao ponto de, sem estar no local de uma ocorrência, sem ouvir seus comandados, humilha-o, ofende-o...e veja, achando que tinha razão, reduziu um graduado da PM a nadae indagando de forma aviltante: ela é vereadora e quem você acha que é?".

"Vejam nobres pares, duas autoridades, duas marilienses cujas condutas devem ser reprovadas. De outro lado temos um sargento da polícia de Tobias honrado sendo ofendido em sua dignidade..."!, diz o vereador. Encerra cobrando dignidade e lealdade das autoridades.















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