Buscar
  • Redação

Discursos na tribuna detonam a vereadora Daniela e vereador diz tenente coronel "perdeu o start


Cinco vereadores usaram a tribuna da Câmara de Marília, durante o chamado Pequeno Expediente, na sessão desta segunda-feira (24) e todos discursaram sobre o mesmo tema: a polêmico do caso envolvendo a vereadora professora Danila Alves (PL), um policial militar e a comandante da PM em Marília, tenente coronel Márcia Cristina Cristal.

Todos os vereadores que discursaram detonaram a vereadora. Ela estava presente na sessão remota, mas não se manifestou. Ela já está na mira da cassação.

"BATER CANECA E CARTEIRADA"

O primeiro a discusar e detonar a vereadora foi o vereador e presidente da Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar em Marília, José Carlos Albuquerque (PSDB).

Ele repetiu discurso em um vídeo gravado e divulgado pelo JP e acrescentou na tribuna que também tem contatos de comandantes, "mas nunca usei desta forma (caso da vereadora). Essa atitude cabe representação ao Regimento Interno da Câmara", alertou.

Albuquerque disse ter ficado estarrecido e chateado com o episódio envolvendo a parlamentar. "Não é essa a forma de agir quando nosso dever não é cumprido, de pagar as contas em dia. Se não tem condições de pagar, não se deve bater caneca e carteirada", disse o vereador, referindo-se ao não pagamento do licenciamento do veículo pela vereadora, um dos motivos da autuação a apreensão do carro pelo policial militar.

"TÍPICA CARTEIRADA RUIM PARA A CÂMARA"

O vereador Luiz Nardi (Podemos) inciou dizendo que só ouviu elogios em relação ao policial Alan Fabrício Ferreira, que fez a autuação e apreensão do veículo da vereadora.

Ele afirmou que o bombardeio nas redes sociais diante da polêmica "foi muito ruim para a Câmara, com atitude fora de propósito da vereadora. Fomos constrangidos e somos cobrados".

Nardi comentou ainda o fato da vereadora ter ligado para a comandante a uma hora da madrugada após constatação de uma infração de trânsito aplicada por um policial correto. "O diálogo (comandante com o policial via celular) é dos piores possíveis. "Algo que não é de natureza republicana e ruim pelo momento que vive a classe política. Temos que zelar pelo cargo que exercemos", observou. "Reprovamos sim a atitude da prezada vereadora que atinge toda a Casa com a típica carteirada". O vereador afirmou também que a frase "sabe com quem está falando" deve ser banida do vocabulário de autoridades. Sobre eventual ação da Câmara, resumiu: "não podemos empurrar para baixo do tapete, um prejuízo à imagem da própria cidade".


"CORRUPÇÃO E TRÁFICO DE INFLUÊNCIA"

"Marília de maneira nenhuma deveria ser motivo para escárnio em âmbito nacional", disse o vereador Maurício Roberto, que também é policial militar da reserva. Afirmou na "na cabeça do povo o episódio é corrupção e tráfico de influência. Comportamento abominável que não dá para aceitar".

Lembrou o fato da vereadora ser também professora. "Ocorreu a famigerada carteirada repudiada de todas as formas". Disse que ligações entre autoridades são normais, "mas para tratar de assuntos da coletividade. Não dessa forma e à essa hora".

Sobre a ação da tenente coronel, Maurício disse que "a Polícia Militar tem as ferramentas necessárias e adequadas para apurar sua conduta e suas palavras. De madrugada não é normal esse tipo de conduta", observou. A instituição corta na carne com inquérito e sindicância. Coronel ligar para subordinado para pedir que não cumpra a lei, aí não dá".

"DIÁLOGO ABOMINÁVEL"

Outro que discursou sobre o tema foi o vereador José Luiz Queiroz (PSDB). "Não há dúvida que esse episódio lamentável respinga e mancha a Câmara Municipal". Disse que a única autoridade no momento da autuação era o policial militar e repudiou o diálogo da tenente coronel com o sargento PM. "Ele era o único trabalhando naquele momento", observou,

"Quem você pensa que é? Um diálogo abominável e estarrecedor que envergonha. Que episódios assim sirvam de lição", concluiu.

"PERDEU O START DE COMANDO DE UM BATALHÃO"

Por último,. discursou o vereador Cícero do Ceasa, companheiro de partido da vereadora (PL). Ele foi mais ameno. "Ouvi muitas críticas tanto de uma quanto da outra. "Não vou ficar jogando pedras nesse momento, como ensina o apóstolo João".

O vereador disse que "não se deve menosprezar a inteligência e responsabilidade" da tenente coronel Márcia Cristal, "que deve ter sido muito preparada para subir degraus e chegar ao comando. Não vou julgá-la nem crucificá-la". Mas acrescentou que ela "perdeu o start de comando de um batalhão".

Cícero disse que "quanto à vereadora professora Daniela, educadora, não vou julgar também. Não vou assinar embaixo a atitude dela, que deveria ter pensado um pouquinho". afirmou que poderia haver uma Comissão para apurar a veracidade do que ocorreu e dar oportunidade da vereadora se explicar e plenário. "O que ví na internet foi uma avalanche de críticas á coronel e à vereadora", finalizou.


























-

119 visualizações0 comentário
  • Facebook - White Circle
  • Tumblr - White Circle
  • Twitter - White Circle
whatsapp-logo-vector.png
Chama no Zap!

© 2017 por "JP. Povo

Anuncie aqui!!!
14 99797-5612