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  • Redação

Ladrão que roubou R$ 2,3 mil de posto na Zona Oeste usando máscara de caveira e arma falsa é condena


O juiz da 2ª Vara Criminal do Fórum de Marília, José Augusto Franca Júnior, condenou Wellington Vinícius Pereira Rodrigues, de 25 anos, a quatro anos e oito meses de reclusão em regime fechado, por roubo ao Auto Posto Monte Carlo, localizado na Zona Oeste de Marília.

A sentença ocorre menos de dois meses após o crime. Conforme os autos, Wellington, que já ostentava antecedentes criminais, foi preso pela Polícia Militar por volta das 18h do dia 6 de julho, logo após roubar R$ 2.373 do estabelecimento. Ele usava boné, uma máscara de caveira e portava uma arma falsa, tipo pistola.

DECISÃO

"Colige-se destes autos que o Ministério Público obtempera que o acusado foi até o posto de combustíveis, portando um simulacro de arma de fogo e com o rosto coberto por uma máscara de caveira dourada. Nas dependências do estabelecimento comercial, WELLIGTON subjugou os frentistas - mediante grave ameaça - e subtraiu dinheiro do caixa.

A Polícia Militar foi acionada, realizou um cerco nas proximidades e conseguiu prender o acusado em flagrante. Consta na incoativa, ipsis litteris, o seguinte: Segundo o apurado, no dia dos fatos, o denunciado ingressou na empresa supra e, de posse de um simulacro de arma de fogo, ameaçou os funcionários.

Depois de subjugá-los, subtraiu do caixa a quantia supramencionada. Em seguida, os policiais foram acionados e realizaram buscas no bairro, sendo que na Rua Francisco Ângelo Montolar, observaram que o denunciado estava atrás de uma camioneta. Prontamente cercaram o veículo e o WELLINGTON disse "Perdi! Perdi!".

Ao lado dele estavam a máscara de caveira utilizada no crime e a quantia roubada. O roubador WELLINGTON confessou aos policiais o roubo em tela e os conduziu para o local em que estava o simulacro utilizado no roubo...

A vítima, frentista e caixa do “Auto Posto Monte Carlo”, ouvido na fase inquisitiva às fls. 08, declarou ipsis litteris o seguinte: QUE TRABALHA COMO FRENTISTA E CAIXA DO "POSTO MONTE CARLO", SITUADO NA AVENIDA MARIA FERNANDES CVAVALARE, N.º 1599, NESTA CIDADE; QUE HOJE, POUCO DEPOIS DAS 17:00 HORAS, ESTAVA TRABALHANDO NORMALMENTE, QUANDO FOI SURPREENDIDO POR UM RAPAZ QUE CHEGOU COM UMA "MASCARA DE CAVEIRA DOURADA", COM UMA ARMA DO TIPO PISTOLA, DE COR PRETA, QUE APONTOU PARA A SUA CABEÇA, E LHE DISSE: "VAI, VAI, VAI, É UM ASSALTO!"; QUE O DECLARANTE AFIRMA QUE LEVANTOU AS MÃOS E, NESTE MOMENTO, O REFERIDO RAPAZ PEGOU O DINHEIRO DOS CAIXAS QUE FICAM JUNTO ÀS BOMBAS DE COMBUSTÍVEIS DO ESTABELECIMENTO; QUE, EM SEGUIDA, O REFERIDO RAPAZ SAIU CORRENDO EM DIREÇÃO AO BAIRRO "JARDIM PARAÍSO", NESTA CIDADE; QUE O DECLARANTE AFIRMA QUE NÃO CHEGOU A PRESTAR A ATENÇÃO NAS ROUPAS E DEMAIS CARACTERÍSTICAS DO AUTOR DO ROUBO, POIS O QUE MAIS LHE CHAMOU A ATENÇÃO FOI A "MÁSCARA DE CAVEIRA DOURADA" E A ARMA DE FOGO DO TIPO PISTOLA, DE COR PRETA, QUE O MESMO USAVA; QUE RAPIDAMENTE ACIONOU A POLÍCIA MILITAR, DETALHANDO O QUE TINHA ACONTECIDO NO LOCAL; QUE, POUCO DEPOIS, VÁRIAS VIATURAS JÁ ESTAVAM PELO LOCAL;

QUE ENTÃO CONTABILIZOU A IMPORTÂNCIA DE DOIS MIL, TREZENTOS E SETENTA E TRÊS REAIS (R$2.373,00) EM DINHEIRO, SUBTRAÍDOS DO ESTABELECIMENTO, PELO AUTOR DO ROUBO; QUE DEPOIS DE ALGUNS MINUTOS, POLICIAIS MILITARES JÁ RETORNARAM COM UM RAPAZ QUE NÃO CONSEGUIU RECONHECER, MAS RECONHECEU A "MÁSCARA DE CAVEIRA DOURADA", A ARMA DE FOGO DO TIPO PISTOLA, DE COR PRETA, QUE DEPOIS SOUBE TRATAR-SE DE ARMA DE BRINQUEDO, ENCONTRADAS PELOS POLICIAIS MILITARES, COMO SENDO AS MESMAS UTILIZADAS PELO AUTOR DO ROUBO...

Em Juízo, policial militar declarou que estava em patrulhamento e “caiu na rede” que o Posto Monte Carlo havia sido roubado por um indivíduo com uma máscara de pirata, caveira, e uma arma, pois até o momento não sabiam que se tratava de um simulacro. Todas as viaturas estavam em patrulhamento no Bairro Cavalari, realizando diligências nas imediações. Foi em patrulhamento pelo Bairro Cavalieri.

Havia um supermercado, que não soube informar o nome da rua em que se localiza, e atrás de um veículo preto de porte grande, não se recorda o modelo, estavam pessoas na porta de um bar. Neste momento, perceberam que alguém se escondia ali atrás. Ao desembarcar da viatura, retirou as pessoas que estavam bebendo do lado de fora do mercado e conseguiram deter o acusado escondido atrás do veículo. Com ele estava a máscara e bastante dinheiro no chão.

Nesse momento, WELLINGTON confessou que ele era o autor do roubo, e perguntaram a ele sobre a arma. O réu respondeu que havia se desfeito dela ali por perto. O acusado mostrou onde havia escondido a arma, que estava a 4 ou 5 quarteirões de distância do local onde foi encontrado, e no local ela estava debaixo de uma pedra. Constataram que se tratava de um simulacro. O réu é conhecido dos meios policiais. Acredita que durante a fuga do acusado perdeu boa parte do dinheiro roubado.

O acusado confessou a prática do delito, e disse individualmente ao policial que possuía filho pequeno, não tinha emprego, não conseguia nada e precisava de dinheiro. O réu anteriormente já havia confessado outros roubos.

O acusado Wellington Vinicius Pereira Rodrigues exerceu o direito ao silêncio na fase inquisitiva. Interrogado em Juízo, WELLINGTON respondeu ter vinte e cinco anos de idade, possui uma filha de um ano e dez meses, e um menino de um mês e vinte e seis dias, que ficam com a mãe. Já respondeu a um processo referente à violência doméstica. Da última vez que saiu da cadeia arrumou um serviço e trabalhou durante um ano e três meses, depois foi dispensado. Confessou a prática delitiva.

Esclareceu que, na verdade o local que mostrou aos policiais estava a máscara, e a arma estava com ele. Disse que praticou o crime, pois devido à pandemia estava precisando de dinheiro, seu filho havia acabado de nascer e estava desesperado...

Pois bem; o fato de WELLINGTON ser preso em flagrante, em posse da rés furtiva, indicando onde estava o simulacro de pistola e máscara de caveira dourada, coadunado às palavras da vítima e dos policiais, são circunstâncias mais do que suficientes para a condenação vindicada pelo Ministério Público...

Com efeito, (I) o réu foi até o estabelecimento comercial (Auto Posto Monte Carlo) (II) empunhando um simulacro de pistola e (III) cobriu o rosto com uma máscara de caveira dourada. Destarte, (IV) o increpado anunciou o roubo e subtraiu o dinheiro do caixa, fugindo incontinenti. E, após (V) rápida e eficaz atuação dos gendarmes, (VI) WELLINGTON foi preso em flagrante, na posse da res furtiva. Por fim, (VII) ainda indicou onde dispensou o simulacro de pistola e a máscara de caveira dourada. Conforme se infere dos autos, o réu confessou os fatos, na medida em que admitiu a subtração de dinheiro do caixa do Auto Posto Monte Carlo, por meio de grave ameaça exercida com simulacro de arma de fogo...

Ante todo o exposto na fundamentação e o que mais consta dos autos, JULGO PROCEDENTE a pretensão punitiva deduzida pelo MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO, e o faço para CONDENAR o acusado WELLINGTON VINICIUS PEREIRARODRIGUES como incurso na descrição típica prevista no art. 157,caput,do Código Penal, ao cumprimento da pena privativa de liberdade correspondente a 04 (quatro) anos e 08 (oito)meses de RECLUSÃO, em regime inicial FECHADO, bem como ao pagamento de 11 (onze)dias-multa... NEGO a WELLINGTON o direito de recorrer da presente decisão em liberdade".















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