Buscar
  • J. POVO- MARÍLIA

PSDB continua rachado às vésperas da convenção e mantém Daniel Alonso sob pressão. Vereador indica n

Prefeito Daniel Alonso: pressão e disputas às vésperas da convenção do PSDB

Segue neste final de semana o imbróglio no PSDB em Marília, quanto a escolha do candidato a vice na chapa do prefeito Daniel Alonso (PSDB), que vai disputar a reeleição.

"Nervoso e de cabeça quente", disse ao JP um assessor de alto escalão do Executivo, sobre o estado de Alonso nos últimos dias.

Os vereadores tucanos Wilson Damasceno e Zé Luiz Queiroz batem o pé e pressionam o prefeito para formar chapa pura do PSDB. Damasceno começou "empurrando" Zé Luiz (que passou o mandato criticando o prefeito na Câmara) para vice de Alonso, mas nos últimos dias chegou aos ouvidos do prefeito que ele, Damasceno, deseja ocupar a vaga de vice, agora.

SUGERINDO O NOME DE NASCIMENTO

Alonso e Nascimento na convenção do PSDB, em 2012


Enquanto isso, o vereador tucano José Carlos Albuquerque colocou o ex-secretário de Esportes, Eduardo Nascimento (PSDB) "na fita". E defende ele como candidato a vice de Alonso, formando a mesma dobradinha das eleições municipais de 2012, vencidas por Vinícius Camarinha (PSB). Bastidores apontam que o ex-secretário de Esportes também fez duras críticas à gestão de Alonso e entrou em rota de colisão com o alto escalão do gabinete. Um forte item de resistência ao nome dele. Além de figurar em uma ação de Improbidade Administrativa com Alonso, sob acusação de irregularidades em licitações na pasta de comandou até abril deste ano. Há julgamento de contas de Nascimento pendentes no TCE, sobre a gestão dele como presidente da Câmara de Marília, que deverão ter recurso julgado na próxima quarta-feira (13). O parecer é pela rejeição do recurso. Se isso ocorrer, pode gerar inelegibilidade.

CONVERSAÇÕES

"Falei com o Eduardo Nascimento e ele topa a parada. É um nome de respeito, determinado e que fez um ótimo trabalho na secretaria de Esportes, com eventos inéditos em Marília. Nascimento tem experiência e é bem articulado politicamente, também", afirmou Albuquerque ao JP. Ele complementou que, "gente que queimou o prefeito durante quase quatro anos não pode fazer exigências, agora", sem se referir a nomes, mas sinalizando às ferrenhas críticas e entreveros de Damasceno e Zé Luiz com a atual gestão.

Em meio a esse imbróglio todo, Daniel Alonso tem como candidato preferido em sua chapa o vereador Cícero do Ceasa (PL). Tanto pela lealdade do vereador quanto pela sua influência na igreja católica e comunidade da Zona Norte da cidade.

Outro fator que pesa a favor do PL é a possibilidade de injeção de verba do Fundo Eleitoral (verbas) na campanha local. O partido investiu, por exemplo, R$ 500 mil na campanha de Daniele Alonso, filha do prefeito, na campanha eleitoral de 2018, onde ela disputou uma vaga para a Assembleia Legislativa.

QUEM DECIDE?

Enquanto o caldeirão segue fervendo no ninho dos tucanos em Marília, quem decidirá mesmo tudo isso serão os 35 delegados e vereadores do PSDB com direito a voto na convenção do partido, marcada para a próxima terça-feira (15).

O diretório local do PSDB é composto por nove "caciques" que podem levar uma chapa de candidatos a prefeito e vice pré-definida na convenção da próxima terça-feira. No ato, delegados poderão discordar e apresentar outras chapas.

"Tomara que até lá o partido chegue a um consenso, para evitar o já notório racha. É preciso diálogo e respeito à liderança e liberdade do prefeito, autoridade máxima, na escolha de seu vice. Também para evitar uma possível intervenção drástica do comando estadual do PSDB em Marília", comentou Albuquerque.






































59 visualizações0 comentário