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Médico condenado por tentar matar paciente para ficar com a herança dele se apresenta e é recolhido


Há mais de vinte anos após o crime, está preso o médico Luiz Antonio Bruniera, condenado por tentar matar um paciente de uma clínica de repouso em Garça, para ficar a herança dele. Bruniera se apresentou hoje (22) pela manhã na Delegacia de Investigações Gerais (DIG), para começar a cumprir a pena de 5,3 anos de prisão em regime fechado.

O médico estava foragido desde decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) em 2016, que derrubou uma liminar que suspendia o mandado de prisão do contra ele. Em maio do ano passado a Polícia Civil realizou uma operação para tentar prendê-lo.

O mandado de prisão preventiva do médico tinha sido expedido no início de dezembro de 2015, depois que o Tribunal de Justiça (TJ) rejeitou recurso apresentado pela defesa. Inicialmente condenado a oito anos e três meses de prisão em regime fechado, ele teve a pena reduzida para cinco anos e três meses de prisão.

No habeas corpus (HC) com pedido de liminar feito ao STJ, Bruniera alegou, na época, que o TJ deixou de analisar na apelação e nos embargos tese de desistência voluntária. Sob a justificativa de que os recursos em segunda instância não se esgotaram, ele obteve a suspensão da prisão até o julgamento do HC.

Com a nova decisão do próprio STJ, a juiza Renata Lima Ribeiro Raia expediu mandando de prisão contra o médico, mas ele ficou foragido. Na sexta-feira passada (18), foi expedido um mandado de prisão contra ele.

A prisão foi ratificada pelo delegado titular da DIG, Valdir Tramontini e o médico encaminhado à Penitenciária de Marília.

O CASO

Segundo denúncia oferecida à Justiça, o crime atribuído ao médico teria ocorrido em 1999, em uma clínica de repouso de sua propriedade. A vítima, um diabético internado pela segunda vez no local para tratamento de alcoolismo, alegou que foi convencida pelo médico a ceder a ele parte de sua herança.

Com a morte do pai, o paciente teria herdado apartamento, lojas, prédios, terrenos e parte de um parque de diversões. Em 1997, ele já havia cedido 40% dos bens à irmã. A vítima declarou que, após receber medicação, foi visitada por grupo de advogados e assinou documento autorizando a doação de 40% da herança à clínica

O paciente disse que estava confuso e não leu os papéis antes de assinar. Ainda conforme denúncia, após a "doação", a unidade teria deixado de aplicar nele insulina. Além disso, a clínica teria passado a oferecer ao homem guloseimas, bolos e chocolates. Ele foi retirado do local em abril de 2000 e morreu em 2007, vítima de infarto.





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