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PIZZA: Vereadores decidem pelo arquivamento de denúncias de "carteirada" contra a vereador


A Comissão Processante que apura o caso da "carteirada" da vereadora professora Daniela Alves (PL), decidiu na manhã desta segunda-feira (28), pelo arquivamento das denúncias. O relator, Mário Coraini (PTB), decidiu pelo arquivamento e o vereador João do Bar (PP) acompanhou a decisão dele. Já o vereador José Carlos Albuquerque (PSDB) discordou deles e votou pela continuidade do processo. O relatório praticamente ratificou defesa da vereadora, que apontou que "o policial militar que autuou o carro da vereadora "agiu com abuso e má fé".

Coraíni mencionou que "em nenhum momento a vereadora agiu com quebra de decoro, apenas pediu informações não caracterizando quebra de decoro". Ele relatou que "em nenhum momento a acusada pediu intervenção pelo cargo de vereadora" e definiu que a ligação dela para a comandante do 9° BPM/I, tenente coronel Márcia Cristina Cristal, "não apresenta abuso quanto ao cargo de vereadora.

Agora, o veredito seguirá para votação no plenário da Câmara, na sessão da próxima semana, sendo necessários nove votos favoráveis arquivamento entre onde vereadores (já que a vereadora e o presidente do Legislativo não votam, esse último só em caso de empate).

DEFESA

A vereadora protocolou sua defesa na Câmara, através de seus advogados, onde enfatizou que não exerceu tráfico de influência ao ligar para a comandante do Batalhão da PM em Marília, tenente coronel Márcia Cristina Cristal, no momento da ocorrência de autuação e apreensão de seu veículo. Relata que ligou para a comandante apenas para obter informações sobre a legalidade da apreensão.

O policial militar que efetuou o auto de infração, sargento Alan Fabrício Ferreira, foi afastado das funções no trânsito no dia seguinte após o fato.

Em sua defesa, a vereadora alega que o PM "buscou forjar uma situação inexistente" ao apontar pneus "carecas" do veículo e falta de pagamento de licenciamento do carro.

A parlamentar diz que em função da pandemia do coronavírus, havia um prazo legal de tolerância para pagamento do licenciamento após o vencimento e apresentou um laudo apontando que os pneus do carro estavam em condições de uso. Daniela alega ainda que o policial e seus familiares "teriam interesse em prejudicá-la politicamente".

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