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Há exatos sete meses, vereadores boicotavam sessão e enterravam o sonhado Plano de Carreira dos Serv

  • Foto do escritor:  J. POVO- MARÍLIA
    J. POVO- MARÍLIA
  • 31 de out. de 2020
  • 2 min de leitura

Há exatamente sete meses, no dia 31 de março passado, vereadores boicotavam uma sessão extraordinária onde seriam votados projetos de lei do tão sonhado Plano de Carreira e Salários dos servidores públicos municipais.

Na quarta-feira (28), foi comemorado o Dia do Servidor Público e muitos desses vereadores que participaram do nocivo e repugnante boicote tiveram a petulância de "cumprimentar" a categoria pela data.

Apenas quatro dos treze edis compareceram à referida sessão extraordinária: Marcos Rezende, Cícero do Ceasa, professora Daniela e Danilo da Saúde.

Sem quórum (seria necessária a presença de pelo menos sete vereadores) a sessão foi encerrada e os projetos de Planos de Carreira dos Servidores da Prefeitura, Ipremm e Daem acabaram sendo enterrados de forma melancólica.

Vereadores não deram as caras na sessão alegando "necessidade de adiamento dos projetos por conta da pandemia do coronavírus". Os vereadores Luiz Nardi e Mário Coraíni encaminharam atestados médicos justificando as ausências na sessão.

Pelas regras eleitorais, para valer este ano, os projetos deveriam ter sido aprovados, sancionados e publicados pelo prefeito no Diário Oficial do Município até o dia 3 de abril.

REUNIÃO E PEDIDO DE RETIRADA

O vereador José Carlos Albuquerque, líder do prefeito Daniel Alonso na Câmara, articulou dias antes da sessão extraordinária uma reunião com vereadores fora da Câmara, onde sugeriu a elaboração do ofício que foi depois encaminhado ao prefeito pedindo a retirada do projeto que ele (Alonso) havia protocolado no começo de março no Legislativo.

Albuquerque disse ao JP , na oportunidade, que o projeto poderia ser votado até julho, mas isso não correspondia às normas da legislação eleitoral. Ele recebeu mensagem do secretário municipal da Fazenda, Levi Gomes, com elogios pela iniciativa.

O ofício assinado por dez vereadores mencionava a crise provocada pela pandemia e que "não nos parece oportuno seguir com votação de Projeto de Lei que resultará em tamanho aumento dos gastos públicos".

O documento citava ainda: "reforçamos que os vereadores são favoráveis ao Plano de Carreira dos Servidores Municipais, mas entendemos que o momento é absolutamente inadequado e inoportuno".

Assinaram o ofício os vereadores Marcos Custódio, Maurício Roberto, Albuquerque, Damasceno, José Luiz Queiroz, João do Bar, Luiz Nardi, Evandro Galete, Danilo da Saúde e Mário Coraíni.

O vereador Nardi solicitou a retirada da assinatura dele do ofício, após descobrir que a proposta não tinha unanimidade, como fora prometido a ele pelo vereador Albuquerque no pedido de assinatura. Albuquerque ignorou o pedido e protocolou o documento na Prefeitura com a assinatura de Nardi.







 
 
 

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