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  • J. POVO- MARÍLIA

"CP DA CARTEIRADA": Vereadora Daniela depõe na Comissão Processante, nega tráfico de influ


Após prestar depoimento na Comissão Processante na Câmara Municipal, a chamada "CP da Carteirada", onde negou ter praticado tráfico de influência e quebra de decoro parlamentar, a vereadora professora Daniela Alves (PL) reclamou do termo "carteirada", usado pela mídia.

"Essa história já cansou. A mídia diz muito CP da carteirada. Retiro esse termo, tratando de possível tráfico de influência e quebra de decoro. Essa palavra (carteirada) não está no meu vocabulário. Que a mídia mude isso e se atente para o termo correto. Em nenhum momento do episódio pedi algum benefício pra mim", afirmou a vereadora.

DEPOIMENTO

Em seu depoimento, ela disse que ligou para a tenente coronal Márcio Cristal (comandante da PM em Marília), na madrugada do dia 16 de agosto (um domingo) para "pedir informações sobre o não pagamento de licenciamento do seu veículo e a possibilidade de liberação do mesmo, que estava sendo apreendido naquele momento".

Ela afirmou que tinha o contato (número do celular) da comandante da PM em mãos. "Recebi o contato da própria comandante", explicou. Indagada o por que não consultou o Google sobre os prazos de licenciamento de veículos, ela disse que seria "a última coisa" que faria. "Um assunto tão sério que também envolvia a minha filha que estava dirigindo o carro apreendido".

A vereadora afirmou que não teria ligado se tivesse recebido todos os esclarecimentos necessário dos policiais militares que atuavam na ocorrência. O marido dela esteve pessoalmente no local durante a ocorrência e conversou com os policiais.

ROLO DOS PNEUS

Também prestou depoimento na CP o major PM Márcio Costa da Silva, que participou da perícia técnica realizada nos pneus dianteiros do veículo apreendido, sob alegação de que, além do licenciamento vencido, os mesmos estavam "lisos".

“A menor medida encontrada nos pneus tinha o dobro da borracha necessária para permitir que veículo estivesse em circulação”, afirmou o major.

O sargento PM Alan Fabrício Ferreira, que fez a autuação, afirmou na CP que a verificação dele sobre os pneus foi visual e baseada na legislação do trânsito.

Um tenente da PM que também deveria ter sido ouvido ontem ela Comissão Processante não compareceu, alegando problemas de saúde.

O presidente da CP, vereador José Carlos Albuquerque (PSDB) decidiu pela dispensa de convocá-lo novamente. "A Lei Federal que rege as Comissões Processantes permite essa dispensa".

Já a defesa da vereadora Daniela insiste para que a testemunha seja ouvida, conforme determinado pela Vara da Fazenda Pública, em Marília.











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