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  • J. POVO- MARÍLIA

CASO TASSARA: adolescente acusada de matar o pai com facada no coração, há mais de um ano, é submeti


Mais de um ano após o crime, a adolescente de 17 anos, acusada de matar o próprio pai com uma facada certeira no coração, no Jardim Jequitibá, na Zona Leste de Marília, foi submetida a exame de sanidade mental, nesta terça-feira (10). A garota cursava o ensino médio no Colégio Cristo Rei.

O ato processual foi realizado por um perito judicial e acompanhado por uma médica da área indicada pela defesa da acusada. O laudo deve sair nas próximas semanas e será encaminhado ao juiz do caso, que deverá abrir prazos para o Ministério Público e defesa e em seguida emitir a sentença.

O cirurgião dentista Aloísio Tassara, de 51 anos, foi assassinado com um golpe de faca na casa onde morava (classe média-alta) na madrugada do dia 23 de agosto de 2019.

A mãe da garota, Juliana, declarou em depoimentos à Polícia que a filha cometeu o crime.

SURTO PSICÓTICO

O advogado Fábio Ricardo Rodrigues dos Santos, que representa a família disse em entrevista exclusiva ao Programa Fala Cidade (Amarildo de Oliveira), da Rádio Clube de Marília, dias após o ocorrido, que não houve a participação de nenhuma outra pessoa no crime, além da filha da vítima.

"Foi uma tragédia todo o ocorrido. A menor realmente foi vítima de uma circunstância e o que ocorreu realmente foi um surto psicótico e isso ficará demonstrado durante a instrução processual", afirmou o advogado.

Perguntado sobre eventual desentendimento entre a adolescente e o pai, o advogado disse que nas palavras dela (garota) "sempre houve um bom relacionamento entre pai e filha e dela com a mãe e com o irmão. Então não existe assim esse tipo de situação".

O advogado disse que "a adolescente já vinha apresentando um quadro de desequilíbrio psicológico e existe histórico dela sobre tal situação, infelizmente",

A adolescente permaneceu internada por mais de um mês na ala de psiquiatria do Hospital das Clínicas . "Ela está muito fragilizada com esta situação", comentou, na época.

Em relação aos cerca de quase R$ 19 mil encontrados nas roupas do dentista após o crime, o advogado afirmou que o dinheiro é de origem lícita "fruto do trabalho" e não tem "nenhuma co-relação" com o ocorrido.

Sobre a coleta de materiais genéticos do corpo da vítima por peritos da Polícia Civil (durante o velório), o advogado ressaltou que a Polícia foi cautelosa. "Isso traz segurança inclusive para um maior esclarecimento dos fatos".


Casa onde ocorreu o crime, em agosto de 2019

GAROTA FOI OUVIDA POR DELEGADO E PROMOTOR

O delegado titular da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), na época e o promotor de Justiça da Infância e da Juventude do Fórum de Marília, Gustavo Henrique Cordeiro, estiveram no Hospital das Clínicas de Marília e coletaram o depoimento da adolescente.

Dias antes, a médica responsável por ela, havia autorizado as autoridades a coletarem o depoimento da adolescente. Mas, momentos antes da oitiva, a médica recuou e disse que a adolescente não estava em condições de depor. A Justiça decretou sigilo sobre as investigações em torno do caso.

O CRIME

Há um mês e dois dias L. segue internada no H.C. O homicídio aconteceu na residência da família, por volta das 3h da madrugada do dia 23. no Jardim Jequitibá, na Zona Leste da cidade.

Cerca de um mês depois, a DIG vem aguardava liberação médica da adolescente para ouví-la em depoimento. Alguns laudos solicitados pela investigação também ainda não haviam sido entregues.

A esposa do dentista, a enfermeira Juliana, foi ouvida pela Polícia Civil. Ela estava acompanhada do advogado Fábio Ricardo dos Santos, de Garça.

O depoimento durou cerca de 2h30 e ela teria respondido todas as perguntas. Além da filha da vítima, outras pessoas poderão também ser ouvidas no curso das investigações. A Polícia Civil já apurou não havia pessoas estranhas na casa. Laudos de imagens de câmeras de casas vizinhas e detalhes técnicos da cena do crime foram elaborados. Na casa da família não havia câmeras de segurança.

DINHEIRO

A Polícia Militar informou que durante o atendimento e perícias, foram encontrados no bolso do dentista Aloísio Tassara R$ 2.154,85 e outros R$ 16.550, na cueca dele. O fator dinheiro foi encaminhado para o setor de investigações da Polícia Civil (Delegacia de Investigações Gerais). O dinheiro segue apreendido.

SURTO PSICÓTICO

A adolescente teria tido um surto psicótico durante a madrugada e ao tentar contê-la, o pai acabou sendo morto. Médico do SAMU constatou o óbito na própria casa. A garota foi encaminhada ao Hospital das Clínicas para atendimento.

A Polícia Militar foi acionada e quando chegou ao local a adolescente estava sobre o telhado de uma casa vizinha, com uma faca. Foi convencida a descer de lá pelos policiais.

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