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Justiça Militar manda reabrir inquérito sobre mortes de sargento e cabo em Bauru. Houve troca de tir


Sargento Luciano e o judoca olímpico, cabo Sabino

O Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo (TJMSP) ordenou a devolução ao 4.º Batalhão de Polícia Militar do Interior (4.º BPM-I) dos documentos referentes ao inquérito militar sobre as mortes do sargento Luciano Agnaldo Rodrigues e do cabo e judoca Mário Sabino Júnior, ocorridas em 25 de outubro de 2019. O caso havia sido encerrado em janeiro deste ano, porém, foi reaberto para que sejam feitas novas investigações e diligências, segundo o tribunal.

Conforme aponta a reportagem publicada em 30 de janeiro deste ano, como os dois policiais morreram na ocasião, existia a probabilidade do inquérito ser arquivado pelo tribunal. Porém, em 22 de outubro, o TJMSP devolveu o relatório, alegando que seriam necessárias mais investigações e diligências.

Até o momento, a Polícia Militar (PM) não divulgou como ambos os policiais morreram no dia da ação e se houve apontamento de eventual vítima ou indiciado pelo crime.

O comandante do Comando de Policiamento do Interior-4 (CPI-4) em Bauru, coronel PM Robson Douglas de Souza, afirmou, em nota, que "o Inquérito Policial Militar deve tramitar em sigilo, conforme determina o artigo 16 do Código de Processo Penal Militar. A publicidade das investigações e diligências ainda em andamento ou a serem iniciadas não somente implicará desrespeito ao Código de Processo Penal Militar, como, também, poderá gerar prejuízo à elucidação dos fatos, e enfatiza que a Polícia Militar do Estado de São Paulo tem suas ações norteadas nos princípios constitucionais e legais que orientam os atos da Administração Militar e da Administração Pública em Geral e em respeito à dignidade da pessoa humana".

Arrolada como testemunha do caso desde o início, a cabo Águida Heloísa Barbosa Rodrigues não foi indiciada no curso das investigações, segundo sua defesa. Em novembro do ano passado, o laudo residuográfico, que apontaria possíveis vestígios de chumbo nas mãos de Águida, deu negativo.

No mesmo mês, em entrevista exclusiva ao jornal, a advogada de Águida revelou a versão apresentada pela policial sobre o dia do crime. Ela contou não ter presenciado a possível troca de tiros, dizendo ter ficado abaixada no banco, após um primeiro disparado de Agnaldo.

RELEMBRE O CASO

O crime ocorreu em uma rua sem saída, paralela à avenida Antenor de Almeida, na região do Jardim Nicéia, na noite de 25 de outubro de 2019. Na ocasião, o sargento Agnaldo estaria em seu intervalo funcional e o cabo Sabino voltava de uma viagem à serviço da corporação e ainda não tinha encerrado formalmente seu expediente quando se encontrou com Águida, no local dos fatos. A cabo estava de folga. Os corpos foram encontrados caídos a aproximadamente 15 metros de distância um do outro.






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