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Sepultada a 42ª vítima do acidente entre ônibus e carreta, em Taguaí


Sepultada nesta segunda-feira (30), José Paulo Luiz, a 42ª vítima do grave acidente envolvendo um ônibus e uma carreta, próximo a Taguaí, na manhã da quarta-feira (25). No local, morreram 40 pessoas. O motorista do caminhão chegou a ser socorrido, mas também faleceu.

No ônibus, que pertence à empresa Star Viagem e Turismo, estavam cerca de 50 trabalhadores de uma empresa têxtil. Segundo a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp).

A empresa Star Fretamento e Locação, envolvida no acidente que deixou 41 mortos em Taguaí, no interior de São Paulo, na manhã desta quarta-feira (25), não tinha registro para transportar passageiros e circulava ilegalmente há mais de um ano, conforme informações da Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo).

De acordo com as informações oficiais, em março deste ano a Star foi multada por realizar fretamento irregular de 30 estudantes, em Avaré, também no interior paulista. No mesmo dia, empresa foi multada outra vez por transportar clandestinamente outros 43 estudantes na mesma cidade.

Após o acidente, o caminhão do tipo bitrem (com capacidade maior de carga), que carregava esterco, invadiu uma propriedade rural. O motorista do veículo chegou a ser levado ao pronto-socorro de Fartura, mas morreu na unidade.

Ao G1, a companheira do caminhoneiro informou que ele não tinha habilitação para dirigir caminhão, tinha apenas habilitação provisória para carro e, por isso, levava outro caminhoneiro junto nas viagens.

"Com a colisão uma parte da carroceria do caminhão se desprendeu, foi para o lado do ônibus. Ela ocasionou um grave dano na lateral do ônibus e infelizmente levando a óbito tantas pessoas. Foram arrancados bancos, vítimas com membros decepados, vítimas machucadas", afirmou Daniel Aparecido Demétrio, capitão da Polícia Militar.

"Algumas vítimas foram projetadas para fora do ônibus, algumas estavam no interior do veículo e outras ficaram presas nas ferragens e nos bancos do ônibus também, o que dificultou a retirada. Mas tivemos cautela para que não houvesse maiores danos nos corpos", disse o tenente do Corpo de Bombeiros, Carlos Alexandre Prandini. A maioria das 41 vítimas foi velada em ginásios de Itaí. As prefeituras de Taguaí e Itaí decretaram luto oficial por três dias.





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