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  • J. POVO- MARÍLIA

ABSURDO! Sistema sugere tarifas a R$ 4,50 para as relaxadas empresas de ônibus em Marília


Membros do SAF (Sistema Auxiliar de Fiscalização do Transporte Coletivo) em Marília (órgão vinculado à Emdurb), se reuniu e propõe que as altas tarifas de ônibus das relaxadas empresas Grande Marília e Sorriso de Marília tenham um novo e abusivo reajuste dos atuais R$ 3,80 para R$ 4,50.

Ou seja, mais R$ 0,70 em uma só paulada! A decisão final sobre a concessão ou não de mais esse absurdo reajuste nas tarifas está nas mãos, agora, do prefeito Daniel Alonso (PSDB).

Várias cidades já decretaram reajuste zero para tarifas de ônibus, em razão da crise econômica e social provocada pela pandemia do coronavírus.

PRESSÃO

A greve ocorre em meio aumento de R$ 3,80 para absurdos R$ 6,24, ou seja, 64% de reajuste. O abusivo pedido de reajuste das tarifas, protocolado em dezembro na Emdurb pelas empresas Sorriso de Marília e Grande Marília, aguarda reunião do SAF (Sistema Auxiliar de Fiscalização do Transporte Coletivo Urbano de Marília). As duas empresas, que prestam péssimos serviços com ônibus lotados e sob riscos em plena pandemia. No mais recente aumento as tarifas de ônibus em Marília (uma das mais caras do Estado) subiram de R$ 3 para R$ 3,80 em uma só paulada.

RELAXO E RISCOS : Ônibus circulando lotados em Marília em plena pandemia

MONOPÓLIO DESCARADO

As duas empresas protocolaram pedidos de aumento de tarifas idênticos. Isso, apesar de fazerem itinerários e regiões diferentes da cidade. A Sorriso corre as Zonas Sul, Leste e parte da Zona Oeste (Campus Universitário), enquanto a Grande Marília faz as Zona Norte e parte da Zona Oeste (região do Jardim Bandeirantes, Shopping e o Distrito de Padre Nóbrega).

Ou seja, têm trajetos e número médio de passageiros transportados diferentes, mas cobram o mesmo preço de tarifa, caracterizando monopólio.

Sobre essa questão, o presidente da Emdurb disse que "não dá para fazer um pré-julgamento. O SAF pode analisar isso para se chegar à uma opinião".

A tal licitação para o transporte coletivo urbano em Marília, concluída em 2013, manteve o nocivo monopólio de seis décadas da Empresa Circular, mas a partir de então disfarçado com duas empresas.



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