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  • J. POVO- MARÍLIA

Acusado de matar a ex-mulher de 19 anos a tiros se entrega à polícia

Atualizado: 13 de fev. de 2021


Acompanhado de uma advogada, o administrador de fazenda João Paulo Castro, de 37 anos, acusado de matar a ex-mulher Camila Eduarda Santos da Silva, de 19 anos, na noite de quarta-feira (10), no Distrito de Paulópolis, em Pompéia, se apresentou na noite desta sexta-feira (12), na central de Polícia Civil em Lins.

A advogada Ellen Cristina Pelarigo não revelou onde Castro estava escondido após o crime. Ele estava em uma localidade próxima a Lins. A arma do crime não foi apresentada. O acusado deve permanecer preso até o desfecho da ocorrência. Os termos do depoimento dele não foram revelados.

O CRIME

Camila Eduarda foi morta a tiros na casa onde morava. Ela estava na companhia dos dois filhos, uma menina de oito meses e um menino de 1,9 ano (filho de um relacionamento anterior). Na residência também estava a mãe da vítima. Camila foi morta na frente das crianças

O pai da jovem contou em entrevista ao Portal NC Pompéia que a vítima era agredida e ameaçada pelo ex-companheiro. "Ela era vítima de agressão, mas tinha medo de falar isso para a gente com medo da minha atitude”, afirmou. Camila Eduarda vivia junto com João Paulo. Há dois meses, a jovem pediu a separação e voltou a morar na casa dos pais, mas eles não desconfiavam que ela era vítima de agressão.

“Para a gente aqui, ele aparentava ser uma pessoa super do bem, tratava ela bem na nossa frente, não aparentava ser esse monstro que se mostrou. Jamais a gente esperava que isso ia acontecer", explica Valderei.

De acordo com a Polícia Civil, João Paulo trabalhava em uma fazenda na cidade de Oriente e pediu para um amigo levá-lo até a casa da ex-companheira para ver a filha de oito meses. No entanto, ao chegar no local, o homem invadiu a casa, sacou um revólver e efetuou disparos contra a vítima.

“Ele já desceu do carro disparando, atirando contra ela. Nisso ela entrou lá dentro gritando: 'mãe, me ajuda pelo amor de Deus, não quero morrer, pelo amor de Deus'. Aí lá dentro, ele efetuou o tiro de misericórdia”, lembra o pai da jovem, que não presenciou o crime, mas relatou o que ouviu da esposa.

A Polícia Civil informou que João Paulo fugiu após o crime e o homem que estava no carro com ele foi ouvido e liberado. O amigo contou à polícia que ele não sabia que o suspeito estava armado e da intenção dele, de matar a ex-companheira.




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