Em julgamento nesta quarta-feira (17), três homens envolvidos na chamada "guerra do tráfico", em Marília, foram absolvidos das acusações de homicídio qualificado e formação de quadrilha.
A chamada "Guerra do Tráfico" foi um disputa armada ocorrida em 2011 por controle de pontos de drogas em bairros da Zona Sul de Marília, envolvendo integrantes do bando de Alex Amarildo de Oliveira, o “Rico” e a quadrilha de Edson Santos da Silva, o “Dinho”.
O Tribunal do Júri ocorreu no Fórum de Presidente Prudente após ser transferido do Fórum de Marília por questões de segurança.
"Foi um debate intenso e estritamente técnico onde a verdade dos autos superou as deduções e conjecturas da acusação e a Justiça acatou as teses das defesas e absolveu os réus", disse o advogado Ricardo Carrijo Nunes, que defendeu Rodrigo Santiago de Jesus.
"Desde o início, sustentamos com firmeza que relatórios baseados em presunções e condenações por “herança de vizinhança” não substituem provas materiais. Não havia áudio, não havia ERB (localização de antena), não havia perícia e nenhum nexo causal que ligasse o cliente aos fatos apontados pelo Ministério Público. O Conselho de Sentença ouviu a técnica, analisou as provas com absoluta imparcialidade e fez justiça", completou o advogado.
Outros acusados absolvidos foram Eder Barbosa de Brito e Alex Ferreira. Já o réu Glauber Grizoti Nunes foi condenado a 5 anos de reclusão no regime fechado por homicídio qualificado e 3 anos re reclusão por formação de quadrilha. Ele poderá recorrer em liberdade.
Dr. Emerson, advogado Ricardo Carrijo Nunes (ao centro na foto) com outros advogados, entre eles Alisson Sousa Cruz e Victor Furlan, que atuaram no julgamento dessa quarta-feira
JULGAMENTO ADIADO
Em janeiro passado, a Justiça de Presidente Prudente acatou um pedido da defesa e adiou para setembro o júri popular de Alex Amarildo de Oliveira, o “Rico”, que iria acontecer no final daquele mês.
A juíza Marcela Papa Paes justificou o adiamento para evitar nulidade do julgamento e prejuízo a defesa do réu e determinou que o júri popular de “Rico” aconteça no dia 9 de setembro, a partir das 9 horas.
Ele é acusado de homicídio qualificado (motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima) de Leandro Romanelli Moreira, por sete tentativas de assassinato, cinco vezes pelo crime de posse ilegal de arma de fogo, por roubo e formação de quadrilha.
OUTRO JULGAMENTO OCORREU EM DEZEMBRO PASSADO
Em outro julgamento também no Fórum de Presidente Prudente, no começo de dezembro passado, os acusados, Edson Santos da Silva, o “Dinho” e Philipe Bolfarini, o “Pinho”, foram condenados pelo Tribunal Júri por crimes cometidos na chamada “Guerra do Tráfico”,
“Dinho” foi condenado a quatro anos e um mês de prisão pelo crime de formação de quadrilha. Como está foragido desde dezembro de 2022 após se evadir de unidade prisional durante benefício da saída temporária, a Justiça decretou sua prisão preventiva.
“Pinho” foi condenado pelos crimes de tentativa de homicídio e formação de quadrilha, e vai ter que cumprir 14 anos e cinco meses de prisão em regime fechado. Ele poderá recorrer da decisão em liberdade.