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  • J. POVO- MARÍLIA

Agentes de trânsito da Emdurb denunciam assédio e coação. "Surpresa isso", diz diretor da autarquia


Assembleia realizada no Sindicato tratou das denúncias dos agentes

Servidores que atuam como agentes de trânsito na Emdurb (Empresa de Municipal de Mobilidade Urbana de Marília) denunciaram ao MPT (Ministério Público do Trabalho) a ocorrência de assédio moral, coação e perseguição no órgão. Após receber a denúncia o MPT enviou ofício ao Sindimmar (Sindicato dos Trabalhadores nos Serviços Públicos Municipais de Marília), para que fosse feita a representação por meio da entidade sindical.

Assembleia geral realizada na noite de segunda-feira, com agentes da Emdurb, confirmou as denúncias e definiu as ações que serão adotadas para resolver esse problema e outras questões, inclusive trabalhistas. Os trabalhadores confirmaram a prática de assédio moral e coação, inclusive com a contratação de um servidor acusado de perseguição, que atuou na empresa pública em 2010.

APREENSÃO DE MOTOS PELA JUSTIÇA

O assédio moral teria ocorrido na ocasião em que houve a apreensão de motos pela Justiça. Um vídeo circulou nas redes sociais e grupos de aplicativo de celular, mostrando o recolhimento dos veículos. A partir disso, alguns agentes foram chamados para uma reunião na Emdurb, onde foram obrigados a entregar os celulares particulares, para verificação da existência ou produção do vídeo.

“A reunião teve até uma ata, que foi lavrada por uma representante do jurídico. Diante do ocorrido, foi solicitada essa ata e os demais registros da reunião, mas eles alegam que não existe ata alguma”, apontou um servidor.

Em outro caso de coação, a direção da Emdurb teria demitido servidores que não concordavam com as práticas da diretoria. “Ninguém pode ser sumariamente demitido, pois todos são concursados. A eventual exoneração só pode ocorrer após uma sindicância ou processo administrativo”, esclareceu o departamento jurídico do Sindimmar.

Diante da situação, os agentes decidiram em assembleia que vão levar os problemas ao prefeito Daniel Alonso (PSDB), para que ele tenha conhecimento e tome as providências para acabar com os problemas na Emdurb. “Caso não haja uma atitude por parte da administração, os agentes podem entrar em greve como forma de exigir uma medida efetiva em relação a estes casos”, esclareceu o presidente do Sindimmar, José Paulino.

Paulino destacou ainda que a Emdurb tenta desqualificar o sindicato, afirmando que ele não representa os trabalhadores. “A representatividade é reconhecida a partir do momento em que o Ministério Público do Trabalho determina que o Sindimmar atenda os servidores nesta demanda”, pontuou Paulino.

Outra demanda apontada pelos agentes diz respeito a vacinação contra a covid-19, que foi solicitada à Secretaria Municipal da Saúde, mas não houve articulação pela administração. “Nós consultamos o Governo do Estado, para saber se os agentes poderiam ser incluídos, assim como os profissionais da Segurança Pública e houve o sinal verde. Entretanto, a administração não atendeu a nossa solicitação e os agentes municipais ficaram fora da vacinação”, destacaram os agentes.

Os trabalhadores reivindicam também a solução de questões envolvendo adicional de periculosidade, insalubridade e horas extras. Sindimmar deve protocolar na próxima quinta-feira um oficio solicitando a reunião com o prefeito.

surpresa

"SURPRESA", DIZ DIRETOR DA EMDURB

O presidente da Emdurb, Valdeci Fogaça de Oliveira, disse ao JP que essas questões apontadas pelo MPT e pelo Sindicato são "uma surpresa". Disse que os cerca de 100 funcionários efetivos e comissionados da autarquia são tratados de forma igualitária.

"Fico surpreso com isso (queixas). Faço reuniões aqui praticamente todos os dias, com todos os setores e nunca houve reclamações nesse sentido. Faço gestão pública aqui na empresa de forma transparente", afirmou o diretor da Emdurb. "Vou analisar isso para tomar as providências judiciais cabíveis", encerrou.


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