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  • J. POVO- MARÍLIA

Agentes de trânsito da Emdurb devem fazer protesto, hoje à noite no centro, contra "assédio moral"


Agentes de trânsito da Emdurb devem fazer um protesto por volta das 19h30 desta sexta-feira (4), na Rua São Luiz, entre as Ruas Campos Sales e Arco Verde. Nesse trecho, está atuando das 13h às 22h, uma agente.

A manifestação, segundo o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, é contra o que parte da categoria considera "assédio moral", em relação às escalas de trabalho.

O imbróglio envolvendo agentes de trânsito e a direção da Emdurb vem desde abril passado, quando foi formalizada denúncia de assédio moral por alguns profissionais da Emdurb junto ao Ministério do Trabalho.

A diretoria do Sindicato aponta "retaliações". Segundo carta dos agentes, recentemente foi afixada no painel de avisos do setor uma alteração brusca na escala de serviços dos agentes, que não foram consultados e sequer avisados previamente das mudanças.

“Essa é a terceira mudança de escala que sofremos somente em 2021 e a quarta mudança em menos de um ano. Não pudemos nem nos adaptar totalmente a escala anterior e já mudaram de novo. Desde a nomeação do novo chefe do setor, já sabíamos que eles tentariam nos intimidar, aliás, essa nomeação foi a gota d’água para que os agentes se revoltassem de vez com a diretoria da Emdurb”, relatou um dos agentes.

"PERNA MOLE", "PERIQUETE" E "COVEIRO"

Eles apontam ainda que um assessor nomeado recentemente na autarquia, foi designado para chefiar o setor de fiscalização, há cerca de dois meses. Ocorre que ele já ocupou a chefia do setor entre 2010 e 2011 "e foi um carrasco da administração naquele tempo", segundo reclamações de agentes ao Sindicato. "Ele perseguiu e assediou os agentes de trânsito, chegando a colocar apelidos como “perna-mole”, “paniquete”, “coveiro” entre outros, numa clara tentativa de desestabilizar mentalmente os agentes. Objetivo era, naquela ocasião, que os funcionários se demitissem", relataram.

Além disso, "fez mudanças repentinas nas escalas e postos de serviços, alterações de jornadas de trabalho, autoritarismo e intransigência foram suas marcas registradas. Ele solicitou e a diretoria da Emdurb demitiu pelo menos dois agentes naquela época, sem nenhum processo administrativo ou sindicância". Os dois entraram na Justiça e foram reintegrados.

Na carta, também citam: "Sabemos que estamos sujeitos às mudanças nas escalas, pelo bom andamento dos serviços, mas o que fizeram agora é claramente uma retaliação pela denúncia que fizemos ao MPT. Essa é a terceira mudança no ano, fora as perseguições diretas e pessoais com alguns agentes. Inclusive o próprio assessor disse que não fazia nada sem anuência da diretoria, o que comprova a retaliação. Eles alegam que a mudança vai melhorar a vida dos agentes, mas em nenhum momento nós fomos consultados sobre isso, então como sabem que vai melhorar?

Pelo contrário, agora é mais um longo período de adaptação de nossas vidas pessoais, até que mudem de novo para nos desestabilizar mentalmente e tentar enfraquecer o nosso movimento mais um pouco. Temos pelo menos seis agentes em tratamento psiquiátrico, inclusive alguns afastados, com transtornos de ansiedade, depressão e stress extremo”, relatam os servidores.

PRESIDENTE DA EMDURB DESCONHECE "PROBLEMAS"

O presidente da Emdurb, Valdeci Fogaça de Oliveira, disse ao JP nesta sexta-feira que desconhece o protesto programado para hoje. "Não estou sabendo, como aliás desde que surgiram esses rumores ninguém procurou a direção da Emdurb para relatar algo nesse sentido".

Fogaça afirmou que os 19 agentes de trânsito da Autarquia trabalham no regime de CLT. "Posso garantir que todos seguem as normas desse regime de trabalho. Não só os agentes, mas todos os funcionários da Emdurb".

Sobre as escalas de trabalho, ele disse que a chefia de cada setor define isso. Todos os agentes atuam em duplas. "Não nos comunicaram nenhum problema dessa natureza".



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