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  • J. POVO- MARÍLIA

ALERGIAS E VIROSES: Saiba como proteger a saúde em tempos de estiagem e baixa umidade do ar


Cortinas de massa de ar quente e fuligens de queimadas encobrem a cidade na longa estiagem

Marília,a exemplo de praticamente todo o Estado, enfrenta a longa e castigante estiagem. São praticamente 56 dias de seca, com excessão de fracas chuvas no final de julho.

E pelo menos para esta semana, não há previsão de chuvas, Ao contrário: as elevadas temperaturas subirão mais ainda a partir da próxima quinta-feira (26, com sensação térmica na próxima a 40 graus.

Além de comprometer os mananciais e baixar os níveis dos rios, a estiagem também compromete muito as lavouras e agropecuária, pressionando os já altos índices de inflação no setor alimentício.

Não bastasse todo esse quadro, vem o mais preocupante: a saúde! Muitas pessoas que sofrem com doenças respiratórias tem os sintomas agravados nesse período. No geral, grande parte da população, independente de comorbidades, sentem os efeitos da baixa umidade do ar nas vias aéreas.

AGENTES AGRESSIVOS

A queda da umidade e o aumento da concentração de partículas de impurezas, germes, bactérias e poeira podem aumentar a concentração de agentes agressivos que podem irritar as vias aéreas. Além disso, quando a temperatura aumenta e diminui, o que acontece muito durante o inverno, nosso sistema imunológico fica menos eficiente em proteger o organismo. O que consequentemente resulta em uma menor proteção e uma maior concentração de agentes nocivos.

Para se proteger e reduzir as chances de desenvolver alguma enfermidade comum neste período seco e frio, a dica é apostar em hábitos de vida saudáveis, como: ingestão de muita água, consumo de alimentos saudáveis e evitar a prática de exercícios físicos ente 10h e 16h (período em que o tempo está mais seco).

Mantenha também a cavidade nasal bem hidratada e as mãos sempre limpas, já que o nariz, a boca e os olhos são porta de entrada destes processos infecciosos. Evite se expor ao frio e redobre os cuidados com crianças e idosos.

ALERGIAS E VIROSES

Quando a umidade do ar cai para menos de 30% – o índice ideal, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, é de 60% aumenta a incidência de problemas como alergias respiratórias e viroses.

O maior malefício da baixa umidade do ar é a desidratação das células, principalmente da pele e das mucosas. Narinas e olhos ressecados, cansaço e dor de cabeça são sintomas que podem aparecer quando faltam água e sais minerais no organismo.

Com o tempo seco cresce a prevalência de doenças como rinite e conjuntivite alérgicas, pois os agentes causadores das alergias – como poeira, poluição e pelos de animais – ficam mais tempo suspensos no ar.

Quem não se hidrata corretamente também corre risco de contrair viroses e infecções bacterianas. “O vírus e a bactéria se aderem mais facilmente a uma uma célula ressecada”, explica a alergista e imunologista Alexandra Sayuri Watabe, diretora da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai).

Pessoas com problemas respiratórios são as principais afetadas pelo tempo seco. “Na respiração, o organismo precisa de água para umedecer o ar que entra no corpo”, diz o pneumologista Alexandre Kawassaki, do Hospital 9 de Julho, em São Paulo. Sem a umidade, o muco, que ajuda a proteger o organismo de infecções, fica muito espesso e não consegue limpar as vias aéreas adequadamente.

PREVENÇÃO

Beber pelo menos 2 litros de água por dia, hidratar as narinas com soro fisiológico, pingar colírio nos olhos, espalhar toalhas molhadas e bacias de água pelo quarto são algumas medidas para combater as doenças causadas pelo ar seco. A recomendação é procurar um médico apenas se os sintomas permanecerem por mais de uma semana. “No hospital a pessoa pode se expor a algum vírus mais perigoso”, diz Kawassaki. “O melhor método é fazer a prevenção em casa.”





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