Uma aposentada de 83 anos perdeu R$ 47 mil em caso registrado como extorsão na Central de Polícia Judiciária (CPJ), em Marília, na tarde desta quinta-feira (19).
Ela relatou que por volta das 11h, estava em via pública, nas proximidades da Rua João Zaninoto cruzamento com Rua José Froio, no bairro Nova Marília, zona sul, quando foi abordada por um homem.
Disse que o indivíduo aproximou-se e ordenou que permanecesse em silêncio, determinando que ingressasse em um veículo de cor prata, cujo modelo não soube precisar, afirmando que estaria de posse de seu filho e que o mataria caso não obedecesse.
Diante das ameaças, a vítima ingressou no veículo, onde também se encontrava uma mulher. Ela foi conduzida até uma agência do Banco do Brasil situada na Avenida Sampaio Vidal, onde o casal determinou que realizasse uma transferência bancária.
A vítima declarou que realizou um TED diretamente na boca do caixa, no valor de R$ 47.800,00, utilizando dados manuscritos em um papel de cor amarela fornecido pelo casal.
Após efetivar a operação, entregou o comprovante à mulher que a acompanhava. Câmeras de segurança devem ter registrado o momento em que entregou o comprovante à mulher que a acompanhava.
A aposentada disse que em seguida foi levada até próximo ao bairro Azaleia, onde foi abandonada e por meios próprios foi até sua residência. Posteriormente, foi com familiares até o plantão policial para registrar o caso.
Quanto às características dos autores, a idosa informou que a mulher aparentava ter entre 40 e 45 anos de idade, pele branca clara, trajando saia longa e blusa de mangas compridas, semelhante a vestimentas de pessoas residentes em zona rural. O homem era moreno claro, de cabelos escuros, sem demais características recordadas.
A vítima declarou que seu telefone celular foi retido pelo homem que a abordou, que teve acesso aos seus dados pessoais, incluindo RG, CPF, endereço e número telefônico, devolvendo-o posteriormente.
A aposentada alegou ainda que as 16:38 recebeu mensagens via WhatsApp de um número com prefixo de São Paulo, no qual um indivíduo se identificava como “Ricardo” tentando contato com a vitima. Contudo, o homem parou de encaminhar mensagens após perceber que ela estava na delegacia. Por fim, esclareceu que não visualizou armas, tampouco recorda com precisão os locais onde foi inicialmente abordada ou deixada após os fatos.
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