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  • J. POVO- MARÍLIA

Aposentado cai no golpe do Pix, em Marília. Veja dicas para fugir dos estelionatários


Um aposentado de 85 anos residente na Rua Cordeiro, na Zona Oeste de Marília, relatou na CPJ ter sido vítima de golpistas através do aplicativo de celular pelo sistema Pix. Ele afirmou que os larápios tiveram acesso a seus dados e efetuaram cinco transferências bancárias pelo sistema. As somas desviadas passam de R$ 2 mil. Caso será investigado pela Polícia Civil. O QUE É PIX? O Pix, serviço instantâneo de transferências eletrônica criado pelo Banco Central (BACEN), é um sucesso. Desde que essa tecnologia ficou à disposição do usuário para enviar e receber dinheiro 24 horas por dia, sete dias por semana, os números comprovam o acerto do BC. Até fevereiro de 2021, haviam sido cadastradas mais de 181,8 milhões de chaves Pix, que haviam realizado um total de 275,3 milhões de transações, ou R$ 197,7 bilhões de reais. Esse êxito trouxe um problema: criminosos estão usando o assunto para criar ‘armadilhas virtuais’ e aplicar golpes em usuários. DICAS PARA EVITAR DOR DE CABEÇA COM O PIX De acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), os golpes utilizando o Pix que foram identificados por instituições financeiras são classificados como ‘phishing’. Esse tipo de crime cibernético acontece quando a vítima é levada a fornecer informações sigilosas ao receber falsas solicitações via email, mensagens no whatsapp, links enganosos ou até mesmo por telefonemas de call centers. Por exemplo, um falso email do banco em que é pedido senhas de cartões ou contas. Muitas das pessoas que caem nesse tipo de artimanha não sabem, mas a prática também pode ser enquadrada na Lei dos Crimes Cibernéticos, sancionada em 2012. “Com a digitalização dos serviços financeiros, é importante estar atento. Cada vez mais pessoas fazem compras e pagamentos por meio dos seus smartphones ou computadores, mas não sabem como se proteger dessas fraudes”, explica Francisco Carvalho, CEO da Zipdin, fintech de crédito. “É importante ter cuidado com supostas mensagens enviadas pelo banco, não clicar em qualquer link que receber e, principalmente, conferir antes o endereço do site em que está inserindo os seus dados.” Essa é também a visão de Fernanda Garibaldi, head da área de Fintech e Meios de Pagamento do Felsberg Advogados. “O Pix não é menos seguro que os outros meios de transferência, mas temos que ficar atentos porque golpistas lançam mão de qualquer artifício para cometer os crimes, principalmente em relação a tecnologias novas”, afirma a especialista. Veja os quatro golpes mais comuns, segundo a Febraban:

Por último, o golpe do bug (erro) no Pix está sendo muito usado por criminosos virtuais. A estratégia também é simples: a vítima recebe ‘fake news’ por vídeos, publicações ou mensagens de whatsapp, em que os bandidos afirmam que em função de uma falha no sistema do Pix, quem enviar uma quantia em dinheiro para uma determinada conta, recebe o dobro de volta.

Contudo, não há erro, e quem envia a quantia para a conta indicada, na verdade está apenas transferindo os recursos para os criminosos. Por isso, sempre verifique a origem das mensagens que recebe e consulte os canais oficiais dos bancos para tirar dúvidas.


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