Após quase um ano de internação, bebê com condição rara recebe alta no Hospital Beneficente Unimar

há 4 horas
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Depois de quase um ano de cuidados, desafios e conquistas diárias, o pequeno Isaac viveu um dos momentos mais aguardados por sua família e por toda a equipe do Hospital Beneficente Unimar (HBU), a alta hospitalar. Diagnosticado com osteogênese imperfeita, uma condição rara caracterizada principalmente pela fragilidade óssea, o bebê permaneceu durante 11 meses sob acompanhamento especializado da equipe do Hospital.
Desde o nascimento, Isaac precisou de atenção especial devido às particularidades de sua condição. Durante a internação, cada avanço foi acompanhado de perto pelos profissionais, sempre respeitando seu próprio ritmo e suas necessidades.
Segundo a pediatra neonatologista do HBU, Flávia Almeida, foram meses marcados por desafios, mas também por inúmeras conquistas. “Foram 11 meses bem desafiadores. O Isaac tem osteogênese imperfeita e uma fragilidade óssea muito importante. Desde o nascimento, ele já apresentava alguns acometimentos ósseos. Cada dia representava um passo a mais. Às vezes avançávamos, em outros momentos precisávamos parar um pouco e retomar, sempre na velocidade e no tempo do Isaac, respeitando todas as particularidades dele”, destaca.
Ao longo deste período, o cuidado ultrapassou os procedimentos assistenciais. A convivência diária fortaleceu os vínculos entre a família e os profissionais envolvidos no atendimento. Foram meses de conversas, orientações, momentos difíceis, boas notícias e muito acolhimento.
“É quase um ano com o Isaac aqui conosco e conversando todos os dias com a Jennifer. Há dias de boas notícias e outros nem tanto, e isso acaba criando um vínculo muito grande com a família. O Isaac passou a fazer parte da nossa rotina. A equipe vinha vê-lo todos os dias, pegava no colo, cantava e cuidava dele. Foi uma manhã muito emocionante para todos nós”, relata Flávia.
A tão aguardada alta somente aconteceu quando Isaac apresentou condições para seguir seus cuidados junto à família, que também foi preparada ao longo de toda a internação para recebê-lo em casa com segurança.
“Demorou, mas aconteceu no tempo dele e da melhor forma para o Isaac. Também era importante que a família estivesse preparada para recebê-lo em casa. Era isso que queríamos desde o começo e poder viver este momento hoje é muito especial”, acrescenta a neonatologista.
Um sonho que finalmente chega em casa

Para Jennifer, mãe de Isaac, o momento da alta representa a realização de um sonho esperado desde a gestação. Entre emoção e gratidão, ela relembra as dificuldades enfrentadas desde o diagnóstico e destaca a importância do acolhimento recebido durante o período de internação.
“É um mix de emoções. Levar o Isaac para casa significa muito para a gente. Durante a gestação, meu filho chegou a ser desacreditado. Ele nasceu muito frágil e a síndrome dele é séria e rara, mas recebemos todo o apoio e todo o cuidado. Hoje, poder levar nosso filho para casa é motivo de muita alegria”, conta.
Isaac é o primeiro filho de Jennifer e do marido e, segundo ela, sua chegada foi muito esperada pela família. Durante os meses dentro do Hospital, no entanto, não foi apenas o bebê que precisou ser cuidado. Os pais também passaram por um processo intenso de adaptação, insegurança e aprendizado.








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