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Caseiros disseram que deram paulada na cabeça da idosa e jogaram ela no poço. Escavações e casa demolida nas buscas pelo corpo

  • Foto do escritor:  J. POVO- MARÍLIA
    J. POVO- MARÍLIA
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

A demolição de uma casa situada dentro da propriedade de Dagmar Grimm Streger, de 76 anos, marcou mais uma etapa das buscas pelo corpo da idosa, assassinada e jogada em um poço com mais de 30 metros de profundidade, em um sítio, em Bauru, conforme informaram os caseiros presos pelo crime.

A derrubada do imóvel foi feita para permitir o avanço das escavações e garantir a segurança das equipes que atuam no local.

O trabalho envolve equipes da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Obras), que atuam com maquinário pesado da Prefeitura, além da Polícia Civil e o Corpo de Bombeiros.

O imóvel derrubado não era a residência onde Dagmar morava. “A casa demolida não é a principal. A residência da vítima fica mais afastada. A que foi demolida era utilizada pelo caseiro e precisou ser retirada para que as buscas avancem com segurança”, reiterou.

O caso é investigado como latrocínio (roubo seguido de morte). Dagmar vivia sozinha em um sítio, onde também vivia um casal de caseiros, que ocupava outra casa na mesma propriedade. Durante as investigações, a Polícia Civil constatou o desaparecimento do veículo da idosa, um Fiat Strada, que foi localizado posteriormente após negociações em diferentes cidades.

O casal suspeito foi preso no dia 24 de dezembro, no Paraná, onde os filhos ficaram sob responsabilidade do Conselho Tutelar. Amigos da vítima relataram que ela enfrentava conflitos com os caseiros e desconfiavam de extorsões.

A Polícia Civil também investiga se o casal de caseiros devia dinheiro à idosa.

Os acusados afirmaram informalmente ter dado uma paulada na cabeça da idosa e jogado o corpo no poço, mas permaneceram em silêncio durante os depoimentos formais.

De acordo com as investigações, a dupla trabalhava e morava na mesma propriedade de Dagmar, e a relação envolvia repasses frequentes de bens e dinheiro, agora analisados como parte do contexto do desaparecimento.

“Durante a investigação, a gente descobriu que a dona Dagmar havia doado um terreno para eles, posteriormente recomprou esse terreno e deu um veículo para ele. São as informações que temos até o momento”, afirmou o delegado Luciano Faleiro Rezende em entrevista à TV TEM.

As informações foram repassadas por pessoas próximas à idosa aos investigadores.

Francisco Aparecido Lopes Barbosa, amigo da idosa que acompanha as buscas, relatou que o casal utilizava com frequência o carro de Dagmar, muitas vezes por longos períodos.

“Ela deu muitos presentes, deu muitas coisas para eles. Acho que até aquele terreno ela deu para ele. Depois pegou o terreno de volta e ajudava eles em tudo”, contou.




 
 
 

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