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CASO VADINHO DORETO: Polícia Civil aguarda laudos para concluir o inquérito. Pai e filho foram ouvidos

  • Foto do escritor:  J. POVO- MARÍLIA
    J. POVO- MARÍLIA
  • há 29 minutos
  • 2 min de leitura

Vadinho Doreto teve alta do Hospital e se recupera em casa

"Medo de ser agredido". Esta foi a declaração de L.E.C.D, de 23 anos, que atirou contra o próprio pai, jornalista Osvaldo Doreto Campanari Filho, de 64 anos, o Vadinho Doreto, em depoimento na Delegacia de Investigações Gerais (DIG) em Marília. O rapaz compareceu espontaneamente, acompanhado de um advogado, foi ouvido e liberado.

"Foi interrogado formalmente e como não havia nenhum mandado de prisão contra ele, foi liberado", explicou o delegado-adjunto da DIG, Edner Rogério Ferreira, ao JORNAL DO POVO.

O delegado ouviu o jornalista Vadinho durante internação dele no Hospital das Clínicas. "Ele disse que não sabe o motivo do crime", resumiu.

A esposa de Vadinho (que não é mãe e L.E) também foi ouvida. Afirmou que estava na casa do momento do crime, mas não presenciou os disparos.

O CRIME

Vadinho Doreto foi alvo de vários disparos logo após chegar em casa, no Bairro Salgado Filho, zona oeste de Marília, por volta das 23h30 do dia 17 de janeiro (um sábado). Ele foi atingido no braço, axilas e no abdômen.

Socorrido pelo Samu, foi encaminhado ao Hospital das Clínicas, onde passou por cirurgia e permaneceu na UTI. Há cerca de uma semana recebeu alta e se recupera em casa. Após o crime, o rapaz fugiu em um veículo da família.

PRISÃO PELA POLÍCIA MILITAR

No dia 23, o rapaz foi localizado pela Polícia Militar em uma casa na zona oeste de Marília, durante ocorrência de averiguação de outros crimes contra um morador da residência, que foi preso em flagrante por tráfico de drogas.

L.E portava um revólver calibre 38 , além de 20 munições intactas e outras de calibre .40. Foi autuado na Central de Polícia Judiciária (CPJ) pela Lei do Desarmamento e liberado após audiência de custódia.

O revólver usado no crime pertencia a um familiar dos envolvidos, já falecido, tem registro e é objeto de inventário.

Sobre pedido de prisão preventiva do acusado, o delegado disse que "trata-se de medidas cautelares", que estão tramitando.

LAUDOS

A DIG aguarda resultados de laudos do Instituto de Criminalística da Polícia Civil, para concluir o inquérito por tentativa de homicídio e encaminhá-lo à Justiça.

O prazo para conclusão do inquérito termina no próximo dia 17, mas pode ser prorrogado caso os laudos não fiquem prontos. Entre os exames estão confronto de balística, exame de corpo de corpo de delito complementar da vítima e análise de um projétil extraído do corpo do jornalista após cirurgia no Hospital das Clínicas de Marília. Outros dois projéteis foram recolhidos na casa onde ocorreu o crime.

"Com esses e outros resultados e informações, como quantos tiros de fato atingiram a vítima, é provável que o inquérito seja concluído no prazo", afirmou o delegado.



 
 
 
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