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  • J. POVO- MARÍLIA

CIGARROS CONTRABANDEADOS: buscas em Marília envolvem mais de R$ 200 milhões em sonegação fiscal


Policiais fazem buscas na casa do empresário Cai Cai, em Marília

Dívidas de mais de R$ 200 milhões levaram a secretaria estadual da Fazenda, com apoio do Ministério Público e Polícia Militar, a fazer uma operação especial de buscas em Marília e outras cidades do Estado.

O principal alvo da operação é o empresário Luiz Antônio Duarte Ferreira, o Cai-Cai, ex-presidente do MAC e dono de empresas que atuam na área de cigarros.

As investigações englobam fraude fiscal estruturada, organização criminosa e lavagem de dinheiro com a venda de cigarros, inclusive, contrabandeados.

Uma operação contra fraude fiscal e sonegação no setor tabagista cumpre mandados em cidades paulistas na manhã desta terça-feira (31). A ação da Secretaria da Fazenda e Planejamento de São Paulo (Sefaz-SP), com participação da Procuradoria Geral do Estado (PGE) e do Ministério Público, investiga fraude fiscal estruturada, organização criminosa e lavagem de dinheiro com a venda de cigarros, inclusive, contrabandeados. Foram expedidos 14 mandados de busca e apreensão em endereços em São Paulo, Marília, Araraquara, Bady Bassitt e Taubaté.

BLOQUEIOS

A operação fez bloqueio de bens imóveis, veículos de luxo, embarcações, aeronaves, marcas e direitos creditórios do grupo econômico reconhecido em decisão proferida pela Justiça. A investigação se concentra nos negócios da Dicina, dona de marcas de cigarros populares. A empresa tem uma dívida de R$ 213 milhões com o estado de São Paulo e é sucessora da American Virginia Comércio Importação e Exportação de Tabacos, uma das maiores devedoras da União, com uma dívida superior a R$ 3 bilhões. Luizinho é suspeito de permanecer como dono do negócio sem aparecer nos registros oficiais, colocando a empresa em nome de terceiros. Ele é tio do ministro de Desenvolvimento Regional do governo Bolsonaro, Daniel Duarte Ferreira.

O ministro não é alvo da operação e não é sócio da empresa. O pai do ministro foi um dos fundadores da empresa investigada, mas deixou a companhia em 2005. O alvo principal da operação é a Dicina Distribuidora de Cigarros, que tem, segundo a Secretaria da Fazenda, dívida superior a R$ 213 milhões com o Estado de São Paulo.

De acordo com o Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira), órgão ligado à pasta, a dívida é fruto de "sistemática inadimplência tributária e de uma sofisticada blindagem patrimonial por meio de estruturas societárias nacionais e offshores". As investigações apontam, segundo o Cira, que o esquema envolvia, além da blindagem patrimonial, operações simuladas de produção e circulação de cigarros e importação irregular do produto efetivamente comercializado. O grupo econômico é sucessor de uma das maiores devedoras da União, cujo montante em tributos federais supera R$ 3 bilhões, informou a Sefaz.


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