A conduta da médica do Samu, que deu como morta uma mulher vítima de atropelamento que estava viva na SP-294, será apurada em sindicância aberta pelo Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp).
Segundo o delegado Eduardo Herrera, responsável pela investigação, o inquérito ainda não foi tipificado, mas vai apurar toda a dinâmica do caso — desde o atropelamento até uma possível omissão de socorro e negligência médica por parte da equipe do Samu.
O CASO
Fernanda Cristina Policarpo, de 29 anos, foi atropelada na Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294) no domingo (18). O Samu constatou o óbito e deixou o local antes da chegada da polícia.
O Cremesp informou que vai investigar a conduta da médica, mas que a apuração correrá sob sigilo determinado por lei. A identidade da profissional não foi divulgada.
O motorista do carro relatou à polícia que trafegava no sentido capital–interior quando a pedestre entrou repentinamente na pista para atravessar a rodovia, sem tempo suficiente para que ele conseguisse frear.
No local do acidente, uma equipe do Samu constatou a morte da vítima. Com a confirmação do óbito, a rodovia chegou a ser interditada e o Instituto Médico Legal (IML) foi acionado para a remoção do corpo.
Após a equipe do Samu deixar o local, um médico da concessionária que administra a via percebeu que Fernanda ainda respirava e iniciou manobras de reanimação.
Ela foi socorrida e levada ao Pronto-Socorro Central de Bauru e, posteriormente, transferida para o Hospital de Base de Bauru, onde permanece internada.
Segundo o último boletim do hospital, divulgado nesta quinta-feira (21), Fernanda segue internada em estado grave, mas apresenta estabilidade clínica. Ela está em ventilação mecânica e a equipe médica vem reduzindo gradualmente os sedativos.
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