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  • Adilson de Lucca

"CPI DA COVID": depoente nega contratação de médicos veterinários para combate à pandemia em Marília

Atualizado: 9 de out. de 2021


"Que eu saiba, não". Esta foi a resposta da ex-conselheira do Comus (Conselho Municipal de Saúde de Marília), Tereza Aparecida Machado, sobre atuação de médicos veterinários no combate à Covid aqui na cidade.

A pergunta foi feita pelo vereador Ivan Negão (PSB) na oitiva da CPI da Covid na Câmara de Marília, na manhã desta sexta-feira (8). Negão é relator da Comissão. O assunto, cômico, gerou a expressão "CPI da Cãovid".

A oitiva durou cerca de três horas. A ex-conselheira disse que os sistema foi surpreendido pela pandemia. "Explodiu! Não contávamos com tantas internações e mortes", observou.

Tereza falou sobre gastos da Prefeitura (alvo da CPI) no combate e prevenção à Covid. O presidente da Comisão, vereador Hélio Ajeka (PP), reproduziu fala do prefeito Daniel Alonso (PSDB) na primeira oitiva da CPI: "UTI não é garantia de vida para ninguém". E quis saber a opinião da ex-conselheira.

"UTI SALVA VIDA, SIM"

"UTI salva vida, sim", disse ela. Comentou casos de Covid entre seus familiares e morte de uma idosa na família por falta de UTI. "Meu genro implorou por UTI com a mãe dele internada na UPA", lembrou.

A depoente afirmou que Marília viveu um "clima de guerra" com falta de leitos de UTI em períodos de picos da pandemia e relatou pagamentos pela Prefeitura com uso de leitos de UTIs no Hospital da Unimar e na Santa Casa de Marília. "Foram leitos para atender exclusivamente pacientes aqui da cidade". O Hospital das Clínicas atendeu, além de Marília, outros 62 municípios da região com leitos de UTI Covid.

A ex-conselheira confirmou pagamentos de dez leitos de Covid no Hospital Espirita de Marília (HEM). Disse que o Departamento Regional de Saúde (DRS) negou a internação de pacientes no referido Hospital.

Ressaltou a contrarados de leitos, agora, para Hospital-Dia (sistema do HEM)..O HEM só tem 1 leito de UTI para ser usado na COVID pelos pacientes. Os 10 novos leitos foram contratados essa semana para o HEM. Lá só tem 1 leito UTI com respirador, que fica na Clínica Aconchego.

Sobre hospitais de campanha, Tereza disse que forma descartados logo no início da pandemia por serem muito onerosos e não eficientes.

TOLDOS, CORTINAS, BAMBOLÊS, BOLAS...

Tereza não comfirmou compras de toldos e cortinas. "Se houve não sabemos onde estão". Confirmou compras de bambolês e bolas. "Para os atendidos pelo Caoim e Caps", justificou.

Sobre compras de climatizadores para Unidades de Saúde,atestou a compra de 52 equipamentos. Muitos não instalados e outros "colocados nas paredes" mas com as instalações incompletas.

Houve ainda compras de purificadotes de água, cadeiras tipo diretor, webcans, computadores e impressoras. Disse que no início da pandemia, a estrutura da saúde "estava sucateada. "Foi uma correria para equipar". Atestou gastos de cerca de R$ 79 mil com infraestrutural mas não citou o período.

Com EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) foram gastos cerca de R$ 1,1 milhão. Citou problemas com empresas que não entergavam os equipamentos (máscaras e aventais) pelo preço contratado e só o fizeram mediante ordem judicial.

Considerou isto foi "uma covardia" e citou problemas dessa ordem em todo o país. Tereza afirmou que a secretraria municipal da Saúde contratou costureiras que confeccionavam EPIs e elas entregaram todos os produtos, sem problemas.

Tereza disse que a Prefeitura poderia ter melhorado a estrutura da UPA da Zona Norte e do P.A da Zona Sul nos períodos mais críticos da pandemia da Covid. "Com mais respiradores, por exemplo. Esses locais eram portas de entrada dos pacientes da Covid".

A ex-conselheira disse o Comus analisou R$ 36 milhões das verbas de Covid recebidas pelo Município. O restante (totalizando cerca de R$ 70 milhões) foi para todo o sistema.

Ela confirmou que a Prefeitura quitou folhas de pagamentos com recursos da Covid. Cerca de R$ 7 milhões para pagamentos de salários e benefícios trabalhistas de 114 funcionários contratados sem concurso no período da Covid e parte de estaturários. "Quetionamos esses pagamentos, na época e nos mostraram que eram legais".

TESTES DA COVID

Sobre testes de Covid, a ex-conselheira disse que a Prefeitura contratou serviços do Laboratório São Francisco porque os resultados dos testes pelo Instituto Adolpho Lutz (órgão do Governo do Estado) demoravam muito a sair. "Isso trazia um prejuízo muito grande para Marília, então foram sugeridos os serviços privados e o sistema deslanchou, evitando problemas maiores". Citou mutirões de testes de Covid realizados no Ginásio de Esportes da Avenida Santo Antonio.

MORTES E VACINAS

Tereza disse que a Saúde não divulgou números de mortes pela Covid em ada hospital para evitar discriminações no momento de internações, como nos casos das marcas de vacinas.

Também não foram divulgados nomes de vítimas da Covid para evitar discriminaçõesna comunidade.

Sobre as campanhas de vacinação contra a Covid realizadas pela Prefeitura, a ex-conselheira resumiu: "ajudou muito".





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