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  • J. POVO- MARÍLIA

De olho na presidência da Câmara, vereadores se movimentam nos bastidores


Júnior Moraes, Nardi e Rogerinho: de olho na cadeira da presidência da Câmara


Enquanto o clima esquenta nas eleições gerais, nos bastidores da Câmara de Marília seguem as sondagens e pré-articulações pela sucessão da presidência da Casa.

A eleição para escolha do sucessor de Marcos Rezende (PSD) deve acontecer um dia após a última sessão ordinária deste ano (dia 19 de dezembro).

Por enquanto, se apresentam como candidatos ao cargo os vereadores Júnior Moraes (PL), Luiz Eduardo Nardi (Podemos) e Rogerinho (Progressistas).

Júnior Moraes, atual líder do prefeito Daniel Alonso (PSDB) na Câmara, deve ter apoio do Executivo. Quando se elegeu presidente da Câmara, em dezembro de 2018 (para o biênio 2019/2020 -reeleito em 2021), Rezende atuava como líder do prefeito na Câmara.

O veterano Luiz Nardi, que já comandou o Legislativo em três legislaturas, aposta na experiência e diplomacia política para abocanhar a cadeira. Apontado como voto decisivo na eleição de Rezende em 2018 (tinha voto praticamente declarado em Albuquerque, mas mudou em cima da hora e arrastou Danilo da Saúde com ele), Nardi deve cobrar a fatura, agora.

Ele também mira em Marcos Custódio, seu companheiro de partido na Câmara. Nardi foi eleito na "coligação" do ex-prefeito Abelardo Camarinha (Podemos - que ficou impugnado em 2020).

Mas, em seu quarto mandato no Legislativo, logo criou bom trânsito com o Executivo. Tinha arestas com o atual chefe de gabinete, Levi Gomes, mas recentemente ambos fumaram o cachimbo da paz. Daí, a citada diplomacia política.

Já Rogerinho, em seu primeiro mandato, aposta em seu poder de articulação política para chegar à presidência da Câmara. Atua na modalidade come quieto e sabe bem que mingau quente se come pelas bordas.

Enfim, na historicamente mais emblemática das eleições, a disputa pela presidência da Câmara começa a pegar rosca e novos postulantes ao cargo podem surgir após as eleições de 2 de outubro.

Evandro Galete (PSDB), por exemplo, atual vice-presidente da Casa, que substituiu Rezende (na recuperação da Covid) durante quatro meses este ano, sentiu o gosto da caneta e sonda as movimentações. "De repente, essa presidência pode cair no meu colo", pensou ele em voz alta esses dias.




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