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  • J. POVO- MARÍLIA

Delegado chefe da CPJ alerta sobre os 10 golpes mais aplicados por estelionatários em Marília


Delegado chefe da CPJ, dr. José Carlos Costa, alerta sobre golpes


Diversas pessoas continuam tendo prejuízos após caírem em golpes de diversas modalidades. As últimas ocorrências desta natureza foram registradas na sexta-feira (24). O experiente delegado chefe da Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Marília, dr. José Carlos Costa, disse ao JORNAL DO POVO que as pessoas devem ficar atentas ao receberem mensagens via whatsapp ou ligações pedindo dinheiro para determinadas situações.

"Ao receber qualquer mensagem pedindo dinheiro, depósitos em contas ou similares, a pessoa deve checar bem com amigos ou familiares para saber se realmente é verdade, se aconteceu de fato alguma coisa. Ao receber as mensagens ou ligações, as pessoas naturalmente ficam nervosas, mas não devem depositar ou transferir nenhum dinheiro ou passar dados pessoais antes de verificar a verdade das mensagens recebidas", alertou o delegado.

As pessoas também não devem passar nenhum código de segurança ou qualquer outro dado pessoal ou do aparelho celular.

POLÍCIA JUDICIÁRIA CIVIL

CONHEÇA OS 10 GOLPES MAIS APLICADOS POR ESTELIONATÁRIOS


A CENTRAL DE POLÍCIA JUDICIÁRIA DE MARILIA (CPJ), classificou os dez golpes mais aplicados por estelionatários, com registros de ocorrências na Polícia Civil. São eles:

CARRO QUEBRADO OU “BENÇA TIA”

Esse é um golpe muito cometido por detentos de presídios do Brasil. O criminoso liga para números aleatórios e quando alguém atende diz “BENÇA TIA (o)”. O suspeito se passa por parente da vítima, geralmente sobrinho, e diz que está com o carro quebrado na estrada e que precisa de dinheiro para o guincho ou para pagar o mecânico. A vítima acreditando que o parente está com dificuldades realiza o depósito. Em outra versão do golpe, o estelionatário pode pedir crédito de celular, supostamente para manter contato com a seguradora e com familiares.

O que leva as pessoas a caírem nesse golpe é a vontade de ajudar o familiar. É necessário que a pessoa, antes de tomar qualquer decisão, se acalme, e cheque as informações. Conferir se o número do telefone de que recebeu a ligação é o mesmo do parente e entrar em contato com os familiares mais próximos da pessoa para saber se realmente a situação tem possibilidade de ser real, são maneiras de evitar cair no golpe.

GOLPE DO ENVELOPE VAZIO

Muito usado na compra de carros, motocicletas, e materiais de construção, mas pode acontecer também com o objetivo de adquirir outros produtos como móveis, aparelhos eletrônicos e eletrodomésticos. O estelionatário realiza a compra dos bens e faz o depósito em um envelope sem o dinheiro. Ao apresentar o comprovante de pagamento, a vítima entrega a mercadoria, descobrindo mais tarde que sofreu um golpe.

Neste caso, a vítima deve ficar atenta se o valor do comprovante está ou não bloqueado e entregar a mercadoria somente quando o valor tiver liberado. Em caso de dúvidas, entrar em contato com o gerente do banco para saber se o dinheiro entrou na conta ou não.

A orientação neste caso é que as pessoas saibam que programas de televisão não realizam gincanas através do telefone nesses moldes. Desconfiar, sempre que receber uma promoção ligada à recarga de celular e depósitos bancários.

GOLPE DO FALSO SEQUESTRO

Esse golpe é tratado como extorsão e não estelionato. O autor do golpe liga aleatoriamente para telefones de vítimas e diz que está com o filho/a e exige dinheiro para o resgate. Com ameaças de morte e aproveitando a situação de nervosismo, os golpistas acabam convencendo a vítima de que realmente está com alguém de sua família.

O Delegado José Carlos Costa explica que na execução deste golpe, diferente do golpe do “carro quebrado”, o estelionatário procura manter o contato com a vítima todo o momento, não deixando que ela desligue o telefone, para que não entre em contato com o filho/a. “Por ser um parente mais próximo fica mais fácil da vítima tentar cruzar as informações e descobrir que está sendo vítima de um golpe”, explica o Delegado.

Nessa situação, a vítima deve perguntar por alguma coisa que só o filho ou filha saberia, por exemplo, o nome do animal de estimação ou outro lugar em que tenham morado anteriormente. Antes da confirmação não se deve tentar negociar com os criminosos ou fazer qualquer depósito em dinheiro.

COMPRA E VENDA DE OBJETOS EM SITES PARTICULARES

Nesses sites, os usuários podem comprar e vender produtos novos ou usados particularmente, através de uma negociação direta. Os golpes podem ser aplicados tanto pelo vendedor como pelo comprador funcionando da seguinte maneira:

GOLPE DO COMPRADOR : O golpista faz a compra do produto anunciado pela vítima no site e não efetua o pagamento, mas envia um comprovante falso em nome do gerenciador do site, confirmando que o produto foi pago. Entre outros comprovantes falsos, o golpista pode enviar ainda a validade do seu cadastro no site e a indicação de cliente confiável.

Em seguida, o falso comprador envia um e-mail para vítima, falando que precisa do produto com urgência e que ele deve ser enviado ainda no mesmo dia.

Alguns fatores podem auxiliar identificar este golpe como o layout dos e-mails enviados, que apesar de parecidos apresenta diferenças, como logomarca do site, cores padrão, tipografia e linguagem utilizada; o destino da mercadoria geralmente é uma cidade pequena, pouco conhecida, urgência na entrega do produto por motivo estranho.

GOLPE DO VENDEDOR: A vítima compra um produto anunciado no site, efetua o pagamento, mas não recebe o produto ou recebe um produto com características diferentes do que comprou. Exemplo: comprou uma corrente de ouro e recebeu uma bijuteria.

GOLPE DO BILHETE PREMIADO

Um dos golpes mais antigos aplicados que apresenta duas versões. Para simular um bilhete premiado, o estelionatário pega o número já sorteado da loteria e faz um jogo, conseguindo um comprovante, porém de um sorteio que ainda vai acontecer.

Na primeira versão do golpe, o criminoso aborda uma pessoa na casa lotérica e diz que está com o bilhete premiado e pede para a vítima, olhar, anotar os números e conferir que realmente são os números sorteados. Em seguida, o golpista pede um valor pelo bilhete premiado, uma vez que não pode retirar o prêmio por ter restrições com a Polícia. A vítima acreditando que vai levar vantagem saca a quantia em dinheiro e entrega ao estelionatário em troca do bilhete falso.

Na segunda versão, duas ou três pessoas abordam a vítima e pedem para ela segurarem os seus pertences enquanto vão conferir se o bilhete está premiado. Quando a pessoa volta pergunta para vítima se ela não quer conferir também. A vítima é induzida a deixar seus objetos pessoais com os estelionatários, que desaparecem.

Para não cair nesse golpe, às vítimas devem evitar dar continuidade na conversa quando pessoas estranhas aparecerem falando que estão com um bilhete premiado.

GOLPE DO PECÚLIO

A vítima recebe uma carta de uma vara cível de São Paulo, contendo informações pessoais e com a notícia que tem um valor alto a receber, a título de pecúlio. Para receber o valor, a vítima precisa pagar à custa do processo. A carta impressiona por ser em papel timbrado e apresentar muitos detalhes. A vítima é orientada a entrar em contato através de um número de telefone, pelo qual o estelionatário conduz o golpe.

Ao receber esse tipo de comunicado, a vítima deve ignorar ou se permanecer em dúvida procurar a entidade de classe que teria entrado com o pedido de indenização ou a antigo órgão que trabalhava para checar a autenticidade das informações.

PACOTE DE DINHEIRO (GOLPE DO CHUTE)

Os estelionatários observam a futura vítima sacando elevada quantia em dinheiro em um banco e a seguem. Um deles deixa propositadamente cair uma folha de cheque de alto valor ou um pacote de dinheiro falso, visando chamar a atenção da vítima. Um segundo estelionatário, aproxima e diz que também viu o acontecido e convence a vítima que os dois devem juntos devolver o dinheiro.

Neste momento, o estelionatário "descuidado" se diz agradecido e oferece uma recompensa à vítima e ao comparsa, dizendo que eles deverão comparecer a um escritório, para receber a dita recompensa.

O golpista vai receber a suposta recompensa e volta com uma boa quantia em dinheiro, despertando o interesse da vítima. Na sua vez de receber a recompensa, a vítima é orientada a deixar a sua bolsa e seus objetos pessoais, somente percebendo que foi vítima de um golpe quando os estelionatários já desapareceram.

Mais uma vez, procurar não confiar em pessoas estranhas é a melhor maneira de evitar o golpe.


AQUISIÇÃO DE VEÍCULOS ATRAVÉS DO SITE (OLX)

O Estelionatário vê anúncio no Site OLX e mantém contato com o vendedor, demonstrando interesse na aquisição do bem. Durante a conversa, ele SOLICITA DADOS E FOTOS do veículo.

Com esses dados, ele FAZ UM ANÚNCIO FALSO no mesmo Site OLX oferecendo aquele mesmo veículo por um preço abaixo do mercado.

Quando o comprador se interessa pelo anuncio falso e mantém contato com o falso vendedor (ESTELIONATÁRIO), este afirma que tem o carro para vender, mas pedirá a alguém (PRIMO, CUNHADO, AMIGO, FUNCIONÁRIO, ETC) que mostre o veiculo, pois ele não esta na cidade. Na ocasião, o estelionatário pede que no momento do encontro o comprador não comente com a pessoa nada a respeito da negociação, principalmente em relação ao valor do bem.

Após combinar tudo com o comprador, o estelionatário mantém contato com o verdadeiro vendedor e diz que o interessado em comprar o veículo para pagar uma divida a um ex-funcionário, por exemplo, e pede que o vendedor mostre o veículo para aquela pessoa, solicitando também que no momento do encontro o vendedor não revele que não é o proprietário do bem.

O estelionatário consegue promover um encontro entre o “comprador e o vendedor, de modo que o carro seja visto e a transação pareça legal. Assim, o primeiro acredita que esta vendendo o veículo também por um bom preço.

Como o comprador vê o carro, se sente confiante e acaba depositando o dinheiro em uma conta fornecida pelo estelionatário, geralmente de uma agência fora do Estado. No entanto, como esse dinheiro não é repassado para o proprietário do veículo, o comprador acaba ficando no prejuízo.

Também há casos em que o estelionatário manda um falso comprovante de transferência para o vendedor e este repassa o bem para o comprador, acreditando que o dinheiro está em sua conta, nesse caso, quem fica no prejuízo é o vendedor.

DICAS PARA NÃO SE TORNAR VÍTIMA

DESCONFIE de interessados que peçam muitos dados de seu veículo por telefone ou por rede social. Prefira marcar um encontro pessoalmente, em local público, para tratar do assunto.

FIQUE atento ao sotaque da pessoa que mantém contato com você. Geralmente os estelionatários são de outros Estados.

JAMAIS concorde em mentir ou repassar informações falsas a respeito do carro ou da transação a pedido de pessoa que se diz interessada na compra ou vender o veículo e fale a verdade a respeito da negociação.

VERIFIQUE a agência bancária da conta indicada para depósito. Através de uma simples consulta no GOOGLE, colocando o nome do banco e o número da agência, é possível saber se aquela conta é fora do Estado. Nesse caso, fique ainda mais desconfiado.

Em caso de dúvida, não faça nenhum depósito e PROCURE A DELEGACIA MAIS PRÓXIMA OU LIGUE PARA O TELEFONE DA POLICIA CIVIL ( 197 ).

GOLPE DO WHATSAPP CLONADO

Alguém recebe uma mensagem de Whatsapp de um familiar, amigo ou conhecido, pedindo a transferência de dinheiro para uma situação urgente. Querendo ajudar, a pessoa transfere, na hora, a quantia pedida. Depois, descobre que na verdade o número do conhecido havia sido clonado e o depósito foi feito para uma terceira pessoa de fora.

Geralmente difícil que alguém desconfie, já que as mensagens vem exatamente do mesmo número de seu amigo ou familiar. Enquanto o whatsapp está clonado, o aparelho celular da vítima permanece desligado, ou seja, não tem como quem recebeu a mensagem confirmar com o próprio emitente a verdade sobre os pedidos,

GOLPE DO CARTÃO BANCÁRIO

O golpe começa com uma ligação ao cliente, de uma pessoa se passando por funcionário do banco, dizendo que o cartão foi clonado e que é preciso bloqueá-lo. Para isso, bastaria cortá-lo ao meio e pedir um novo pelo atendimento eletrônico. O falso funcionário pede a senha, e fala que, por segurança, um motoboy irá buscar o cartão. O que o cliente não sabe é que, com o cartão cortado ao meio, o chip permanece intacto, e é possível realizar diversas transações.

COMO EVITAR?

Nenhum banco pede o cartão de volta ou se oferece para retirá-lo. Então, desligue o telefone e consulte seu gerente sobre alguma irregularidade.


FIQUE ATENTO: NÃO TRATE DE ASSUNTOS

FINANCEIROS AO TELEFONE.

DESLIGUE-O E LIGUE PARA A PESSOA CONHECIDA.

NÃO DEPOSITE DINHEIRO NA CONTA DE DESCONHECIDOS.





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