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  • Por Adilson de Lucca

Dentista e comparsa que mataram gatos envenenados na região pagarão R$ 160 mil em acordo judicial


O cirurgião-dentista Paulo Alfredo Farina Júnior e um comparsa dele, que mataram ao menos sete gatos envenenados no mês passado, em Lins (70 quilômetros de Marília), fizeram acordo judicial e vão pagar R$ 160 mil para não responderem a processo, termo classificado como Não Persecução Penal.

A pena para o crime, de acordo com a Lei 14.064/2020, é de dois a cinco anos de reclusão, além de multa.

No acordo proposto pela promotora Eliana Komessu Lima, o cirurgião-dentista e outro envolvido confessaram os crimes e assumiram o compromisso de pagar, à vista, 60 salários mínimos cada um (total de 120 salários mínimos – R$ 145.440,00) além de 12 salários mínimos durante um ano (R$ 14.554,00) à Ong Refúgio Pet e ainda prestarão seis meses de serviços à comunidade.

O CASO

Após encontro de vários gatos mortos com sinais de envenenamento em um prédio na rua Rodrigues Alves no centro de Lins, a Policia Civil, com base em vídeos, passou a investigar o caso e colocou o dentista na mira.

Sete felinos agonizaram e morreram dentro do imóvel que está trancado em estado de abandono, cheio de lixo e mato alto.

No vídeo que circulou nas redes sociais e grupo de whatsapp é possível ver o momento em que um homem de luvas e segurando o pote sai da garagem, atravessa a rua para colocar o suposto veneno no local. Ele se abaixa, deixa a vasilha no local e retorna para casa. Boletim de Ocorrências foi registrado e a perícia técnica compareceu ao local. Imagens foram fornecidas para auxiliar na Investigação e responsabilização do culpado!

De acordo com o Boletim de Ocorrência, uma mulher encontrou os animais mortos. No mesmo local, também foi encontrado um pote com a ração, que a denunciante denominou como "suspeita". A Polícia Civil solicitou perícia no local do envenenamento. Já a ração foi recolhida e apresentada na Vigilância Sanitária da cidade. Na necropsia dos animais, foi constatado que eles "estavam com lesões macroscópicas no fígado condizentes com intoxicação por rodenticida (veneno de rato), bem como conteúdo gástrico contendo o veneno”.

INVESTIGAÇÕES A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) investiga o caso instaurou inquérito para apurar o crime de maus tratos contra animais, que passou a ser passível de prisão. Segundo o delegado Wanderley Gonçalves Santos, titular da DIG, algumas testemunhas já foram ouvidas. A polícia procurou o homem que aparece nas imagens de câmera de segurança, mas ele estaria viajando. Por isso, acabou intimado a comparecer na delegacia.



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