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  • J. POVO- MARÍLIA

Desdobramentos da Operação Deméter leva agentes federais de novo à Prefeitura de Marília


PF esteve na Prefeitura na primeira fase da Operação, em maio do ano passado


Desdobramentos da Operação Deméter, deflagrada em maio do ano passado pela Polícia Federal em Marília para investigar supostas fraudes em licitação na administração municipal, levou agentes nas primeiras horas da manhã desta segunda-feira (7) na porta da Prefeitura, além de endereços residenciais. Informações são de notificações de envolvidos no esquema. Não foram divulgados nomes.

ESQUEMA

Segundo a PF, o esquema acontece desde 2017 em Marília e nas cidades de Juquiá, Bauru e São José do Rio Preto. Envolve o setor de licitações e a Cozinha Piloto. São investigados funcionários e fornecedores supostamente envolvidos no esquema. O objetivo é obter provas referentes a supostas fraudes de procedimentos licitatórios e superfaturamento de preços relativos a pregões presenciais para aquisição de frutas, verduras, legumes e ovos realizados pela prefeitura de Marília. A investigação teve início a partir de denúncia de inclusão indevida de cláusula abusiva em um pregão realizado em 2017. Segundo a PF, essa cláusula restringiu a participação de interessados na licitação mediante a exigência de visita técnica obrigatória aos locais de entrega dos produtos, o que seria vedado por se tratar de concorrência de baixa complexidade. Inquérito policial aponta a inclusão dessa regra, ao restringir a competição, pode ter gerado o superfaturamento dos preços dos itens licitados, além de possível pagamento de valores a servidores públicos municipais durante o contrato das empresas fornecedoras.Ainda segundo as investigações da PF, a empresa vencedora dessa licitação de 2017 também venceu outros pregões presenciais subsequentes, os quais também serão objeto de análise para apuração de eventuais fraudes. Existe ainda a suspeita de pagamento feito a servidores municipais e de superfaturamento dos produtos que eram destinados as escolas do município. Investigações levantaram que uma das empresas investigadas teria recebido R$ 2 milhões para fornecimento de alimentos. Porém, a PF não divulgou o valor que teria sido desviado pelo esquema. A Polícia Federal abriu um canal de denúncias presencial. O depoimento será anônimo e o delegado de plantão vai ouvir pessoas que perceberam problemas no fornecimento de alimentos para merenda escolar. Os investigados poderão responder por fraude em licitação e corrupção passiva e ativa. A operação, que recebeu nome de Deméter, teve apoio das delegacias de Araraquara (SP), Bauru (SP) e Presidente Prudente (SP). O nome da ação foi inspirado na mitologia grega, pois Deméter é considerada a deusa da agricultura, possuindo autoridade divina e controle absoluto sobre as plantas e a colheita. Em nota, a Prefeitura de Marília informou que está atendendo toda a solicitação dos agentes federais disponibilizando toda documentação pertinente à operação. Disse ainda que é de interesse da administração, que pauta seus atos pela legalidade e honestidade, que sejam apurados os fatos “para total transparência desta gestão eficiente.”



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