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  • Por Adilson de Lucca

Diretor da ONG Spaddes é agredido por dona de cachorro durante averiguação de denúncia


Policia na residência onde ocorreram as agressões físicas e verbais, em Garça

A ONG Spaddes (Sociedade Protetora Dos Animais da cidade de Marília), registrou Boletim de Ocorrência na Polícia Civil por lesão corporal e injúria, após um representante ser agredido durante uma fiscalização por uma moradora na cidade de Garça.

O ativista da causa animal e diretor da ONG, Gabriel Fernando, estava atendendo algumas denúncias naquela cidade, acompanhado de um médico veterinário, quando recebeu através do WhatsApp uma denúncia anônima informando que em uma residência localizada na Rua Vereador Dacio Natel, Jardim Centenário, havia um animal descadeirado e sem assistência médica veterinária.

A equipe da ONG se deslocou até o endereço indicado e no local foi recebida pela filha da autora das agressões. Após ser informada que se tratava de uma fiscalização de supostos maus-tratos, a tutora do animal ficou totalmente nervosa e exaltada.

Ela chegou a convidar a equipe para adentrar o imóvel e ver a situação do animal. Na sala do imóvel a o representante da ONG e o médico veterinário encontraram um cachorro de porte médio, deitado no chão e sem movimentos das patas, mas estava sadio e em um local limpo, com acesso a água e alimento.

Na questão do tratamento médico veterinário, era nítido ver que aquela família não estava com condições financeiras para procurar um médico veterinário. A ONG ofereceu auxílio com as medicações, pois a própria tutora informou que estava sem dinheiro para levar o animal no veterinário.

Mesmo assim, a mulher não parou com as ofensas e decidiu partir para agressão, acertando socos em Gabriel. A Polícia Militar foi chamada e um Boletim de Ocorrência por lesão corporal e injúria foi elaborado.

"A mulher estava bastante revoltada, xingando muito. Vá saber os motivos!", disse o ativista ao JORNAL DO POVO. "Lamentável esse episódio, pois realizamos um trabalho voluntário de orientação e combate aos maus-tratos contra animais", completou.

Não foi atestado pelo médico veterinário o maus-tratos, pois a tutora do animal não tem a intenção em praticar tal atitude mais acabou desencadeando uma nova ocorrência.

Em nota, a ONG Spaddes repudiou esse tipo de comportamento por parte dos tutores e afirmou que a autora das agressões será processada e responderá criminalmente pela atitude. A ONG também pediu, na Nota, a colaboração da população contra o crime de maus-tratos.




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