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  • J. POVO- MARÍLIA

Discussões sobre verbas para compra de máquinas ressuscita fraudes e condenações de ex-gestão


Durante a votação de um projeto de lei do prefeito Daniel Alonso (PSDB), pedindo mais R$ 9,9 milhões para compra de máquinas, equipamentos e veículos, na sessão camarária desta segunda-feira (7), surgiram comentários (o vereador Júnior Féfin acendeu o pavil) sobre denúncias do ex-secretário municipal de Obras, Hélcio do Carmo, relacionadas a serviço de manutenção de máquina pago e não realizado pela secretaria municipal de Limpeza Pública e Meio Ambiente, comandada por Vanderlei Dolce.

Conforme a denúncia, foram pagos R$ 26 mil e nenhuma peça foi trocada na máquina. Além disso, haveria comprovantes de abastecimento de combustível em máquinas na Garagem Municipal, enquanto as mesmas estavam paradas em oficinas.

Os vereadores Luiz Eduardo Nardi (Podemos) e Júnior Moraes (PL) defenderam apuração rigorosa das denúncias do ex-secretário. "Isso é gravíssimo. Isso é inconcebível", advertiu Nardi, cobrando acompanhamento das denúncias.

"Sou favorável às apurações. Fico feliz que isso já foi denunciado nos mórgaos competentes, Ministério Público, Polícia Civil. Realmente, se há irregularidades, denúncias concretas, nós temos que apurar e com urgência. Se há prova, essa Casa tem obrigação de apurar", apontou Moraes. O caso já foi encaminhado ao Ministério Público Estadual e outros órgãos.

Júnior Moraes e Luiz Nardi defendem apurações de denúncias sobre fraudes com máquinas

ROLOS E CADEIA NA EX-GESTÃO

Nessa toada, o vereador Marcos Custódio (Podemos) lembrou do caso envolvendo a secretaria de Serviços Urbanos (nome da atual secretaria de Limpeza Pública), na segunda gestão do prefeito Mário Bulgareli (2009/2012).

"Denunciávamos isso, era difícil chegar nos finalmentes, mas a história todo mundo sabe e muita gente foi presa, teve que devolver dinheiro... pode não ser amanhã, mas essa conta chega pra quem age de forma desonesta ", disse Custódio, que cumpria seu primeiro mandato como vereador à época.

Denúncias na época envolveram José Expedito Carolino, o Capacete, que era secretário da Pasta, o então chefe de gabinete e secretário da Fazenda da Prefeitura, Nelson Virgílio Grancieri, o Nelsinho e o dono da Oficina São Carlos, Reinaldo Fernandes.

O esquema, em 2010, desviou mais de R$ 2,5 dos cofres da Prefeitura, na época, com emissão de notas fiscais frias de manutenção de veículos da frota municipal. As notas eram emitidas e pagas, mas os consertos e manutenções nunca feitos.

“ Nelson Grancieri e Reinaldo uniram-se para, de maneira estável e permanente, desviarem dinheiro público em proveito próprio por meio da emissão de notas fiscais referentes a serviços não prestados ou superfaturados”, conforme apontou a denúncia do Ministério Público.

No período investigado, Capacete era quem mantinha o controle sobre os veículos da frota e passou, mancomunado com Nelsinho e o dono da oficina a entregar para um funcionário da Secretaria de Serviços Urbanos “alguns orçamentos para a realização de reparos em veículos que estavam em perfeitas condições”. A oficina, por sua vez, emitia as notas fiscais dos serviços – mesmo sem executá-los – e o montante era pago pelo também então secretário da Fazenda, Nelson Grancieri.

No final do processo por peculato (roubo de dinheiro público)

Capacete foi condenado a dois anos e oito meses de reclusão, e pagamento de multa (com pena convertida em prestação de serviços à comunidade), Nlesinho foi condenado a 6 anos de prisão em regime semiaberto além de multa e o dono da oficina a cinco anos em regime semiaberto e multa.






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