Nesta segunda-feira (15), policiais da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (DISE) de Marília, prenderam em flagrante H.A.V.R., de 19 anos, e apreenderam um adolescente de 16 anos, no Bairro Toffoli, zona sul da cidade.
Em investigação, constataram a existência de um ponto de venda de drogas recorrente no cruzamento de duas ruas do bairro. Foi feita observação da “biqueira”, e viram que a dupla se revezava nas vendas.
A maior parte das drogas estava com o menor, em uma sacola, enquanto o maior tinha porções no bolso e sempre que vendia entregava o valor ao adolescente, que guardava o dinheiro na sacola.
Os policiais explicaram que este expediente utilizado pelos criminosos é conhecido: o maior de idade fica sem ou com pouca droga, para se passar por usuário, enquanto o menor fica com o entorpecente e valores, pois caso apreendido, conta com o tratamento e privilégios do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
No momento da abordagem, o menor jogou a sacola no telhado de um “barraco”, mas foi detido, assim como o maior, que tinha uma porção de crack em seu bolso, enquanto na sacola foram encontradas 96 porções de crack idênticas, ou seja, embaladas em plástico filme, além de 137 porções de cocaína em microtubos amarelos e transparentes.
Havia também R$ 373,00 em notas de variados valores. Diante dos fatos,a dupla foi conduzida para a DISE, onde foi elaborado o auto de prisão em flagrante delito pelos crimes de tráfico e associação para o tráfico de drogas. O menor foi apreendido por atos infracionais análogos aos mesmos crimes.
O maior já foi preso por crimes ligados à Lei Maria da Penha e o menor já foi apreendido pela DISE em 12 de novembro passado, traficando drogas no mesmo bairro.
O maior foi recolhido na carceragem da CPJ, onde passará por audiência de custódia. A Polícia Civil representou pela conversão da prisão em flagrante em preventiva. O menor foi encaminhado para a Fundação Casa e também passará por audiência junto à Vara da Infância e Juventude, sendo representada a sua internação provisória pelo prazo máximo previsto, ou seja, três anos.