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  • J. POVO- MARÍLIA

Dise prende professor por tráfico. Casa dele estava cheia de drogas e plantação de maconha


Em trabalho eficiente e após intenso trabalho de investigação, policiais da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise), constataram que um homem de 37 anos (identidade não revelada), morador no Jardim Flamingo, Zona Oeste de Marília, vinha praticando intenso tráfico de entorpecentes.

Inclusive, foi apontado como sendo professor de uma instituição de ensino da cidade. Diante dos fatos, através de representação, a Dise obteve autorização judicial para realização de buscas na residência do indiciado e também nas salas e armários da instituição que eram utilizadas por ele.

Na data desta terça-feira (20), no período da manhã, por volta das 9h30, munidos do respectivo Mandado de Busca expedido pela Segunda Vara Criminal da Comarca de Marília, policiais foram até a residência do indiciado, onde, após breve campana, lograram abordá-lo quando estava abrindo o portão da garagem para sair com seu veículo.

Após as devidas formalidades, primeiramente ele foi submetido a revista pessoal, sendo encontrado em seu poder uma porção de maconha, tipo “tabletinho”, envolta em saquinho plástico Zip Lock, fechado com pressão.

No interior do veículo, sob o banco do motorista havia um saquinho idêntico contendo outro “tabletinho” de maconha.

Ao ser indagado, o investigado disse que estava saindo para entregar uma porção de maconha que havia vendido a um usuário e que o valor da venda seria de cem reais, não dando maiores detalhes.

Em seguida, ao entrarem na residência do investigado, os policiais sentiram um forte odor de maconha, sendo que na cozinha, sobre uma mesa, encontraram duas balanças de precisão e uma faca de cozinha com resquícios de maconha, três potes com maconha a granel, um rolo de fita adesiva parcialmente utilizada, dois rolos de plástico filme, um pote com vários saquinhos de fecho de pressão, semelhante ao que o investigado estava portando, dois pratos com resquícios de maconha, um tubo cilindro de plástico contendo um pino amarelo com substância ainda não determinada, um tijolo de maconha envolto em plástico vermelho, parcialmente consumido e uma régua de ferro.

Ainda na cozinha, dentro da geladeira, foram encontrados vários tijolos e pedaços de tijolos de maconha (na parte da geladeira e também no congelador), sendo 9 tijolos de maconha embalados em plástico vermelho, 3 tijolos de maconha embalados em plástico vermelho e parcialmente consumidos e 7 pedaços de maconha também envoltos em embalagem plástica, um saco plástico com maconha já desfiada e cinco saquinhos de fecho de pressão com sementes de maconha.

Na sala da casa foi encontrada uma embalagem tipo caixa com fita adesiva, que segundo o próprio acusado, estava envolta nos tijolos de maconha lhe tinham sido entregues, não fornecendo maiores detalhes.

Na sala também havia alguns pinos plásticos vazios. No quintal da casa havia 18 pés de maconha plantados em vasos. o investigado foi questionado se havia algo mais de ilícito na sua casa e disse que em seu quarto, dentro do guarda- roupa, havia um revolver marca Taurus, calibre 357. Sendo assim, vistoriaram o guarda-roupa e apreenderam um revolver marca Taurus, calibre 357 Magnum e um estojo com 20 munições intactas do mesmo calibre.

A respeito da arma de fogo apreendida, o investigado afirmou que a comprou no ano de 2018, na cidade de São Carlos, onde morava, e que o vendedor da arma e das munições era um desconhecido.

O local dos fatos foi periciado pelo Instituto de Criminalística. Ato contínuo, foram feitas diligências na instituição de ensino, onde em contato com uma diretora foi constatado que o investigado não tinha vínculo empregatício, bem como, não foram constatados armários de seu uso.

Ainda foram apreendidos na casa do investigado, o seu telefone celular e um notebook. Diante de tais provas, estando determinada a autoria e materialidade do tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo e munições, foi dada voz de prisão ao indiciado, que foi ratificada pela autoridade policial, como incurso em tráfico de drogas e outros delitos.


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