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  • Foto do escritor J. POVO- MARÍLIA

Dupla armada e mascarada que assaltou posto e farmácia em Marília pega cerca de 10 anos de cadeia


Dois homens que fizeram assaltos em Marília (em um posto de combustíveis e uma farmácia) com máscara do seriado La Casa de Papel e arma, foram condenados a cerca de 10 anos de cadeia, cada um. A decisão é do juiz Paulo Gustavo Ferrari, da 2ª Vara Criminal do Fórum de Marília.

Rafael da Silva foi condenado a cumprir 9 anos e 26 dias de reclusão e Murilo Ângelo Júnior Lemes de Oliveira, condenado a 10 anos, 7 meses e 23 dias de prisão. Ambos no regime inicial fechado e não poderão recorrer em liberdade.

O CASO

Conforme os autos, Rafael da Silva e Murilo Ângelo, no dia 9 de março de 2022, no período noturno, no autoposto “Master”, na Avenida Luzia dos Santos Alves, Jardim Nazareth, Zona Norte de Marília, mediante grave ameaça exercida com arma de fogo, roubaram R$ 350,00 em dinheiro.

No dia 18 de março de 2022, às 20h55, na farmácia denominada “Farmaconde”, situada na Avenida Maria Fernandes Cavallari, na Zona Oeste, agindo da mesma forma, roubaram R$ 195,00 em dinheiro, além de vinte unidades de tags “Sem Parar” e quarenta chips de celular. A sentença menciona conduta fria e sem respeito com as vítimas e também pelos maus antecedentes dos réus.

NO POSTO

As vítimas M, L e I, funcionários do Autoposto “Master”, declararam que na data dos fatos, por volta das 21h00, chegaram dois indivíduos, sendo que um deles, mais baixo, usando uma máscara igual ao do seriado “La Casa de Papel”, portava uma arma de fogo.

O outro era um pouco mais alto e usava uma blusa com o capuz amarrado, de forma que não era possível ver o seu rosto. Eles anunciaram o assalto e mandaram L. e I. a se deitarem no chão.

Depois de verificarem que eles não estavam com dinheiro, ingressaram na loja de conveniência e renderam M., ordenando que se deitasse também. Eles abriram o caixa e subtraíram a gaveta com o seu dinheiro. Após os roubadores terem fugido, souberam que eles estavam em um veículo Fiat/Pálio, de cor branca.

NA FARMÁCIA

A vítima A e S, declararam que na data dos fatos estavam na Farmácia “Farmaconde” quando, por volta das 20h55, ingressaram dois indivíduos. Um deles era mais baixo e moreno, usava uma camiseta de time de futebol , uma máscara da “La Casa de Papel” e portava uma arma de fogo.

O outro era mais alto, mais claro e usava uma máscara no rosto. Eles anunciaram o assalto e as conduziram para uma sala onde era realizada aplicação de injeções. Elas ficaram trancadas no local.

Após, fizeram o roubo dos produtos. Após os fatos elas foram chamadas para realizar o reconhecimento de algumas pessoas na Delegacia. Pela estatura e voz, apontaram duas pessoas como suspeitos.

INVESTIGAÇÕES

A testemunha Agivan Vitor da Silva, policial civil, declarou que sua equipe foi designada para investigar o roubo ocorrido na farmácia. Já estavam ocorrendo roubos com o mesmo “modus operandi”, indicando que eram praticados por um mesmo grupo. Inclusive, um dos autores usava uma máscara do seriado “La Casa de Papel”. Após investigações identificaram que os autores poderiam ser os réus, além de um terceiro indivíduo.

Eles foram levados pela Polícia Militar para a Delegacia e as vítimas da farmácia foram acionadas. Elas reconheceram, pela estatura e voz, Rafael e o terceiro indivíduo como possíveis suspeitos do roubo. Porém, eles descartaram a participação do terceiro, porque ele tinha uma tatuagem no braço, sendo que o indivíduo que entrou na farmácia não tinha esse sinal.

Ao ser ouvido na DIG, o réu Rafael confessou ser um dos autores do roubo na farmácia e no autoposto, sem indicar o comparsa. Inclusive, ele é que usava a máscara de Salvador Dali. Suspeitando que o comparsa era Murilo, realizaram busca em sua residência e encontraram um tênis idêntico ao utilizado por um dos roubadores da farmácia.

Policiais identificaram uma testemunha que disse ter visto duas pessoas, com máscaras e arma de fogo, ingressando após o roubo em um veículo Fiat/Palio, da cor branca, indicando a placa. Ao verificarem o registro do veículo, chegaram a Rafael.

O réu Murilo, interrogado, negou a prática dos delitos. Afirmou não ter relacionamento com os outros acusados. Na data dos fatos estava em sua casa ou na casa de sua namorada.






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