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EM ALTA: Associação Comercial de Marília aponta "tendência de recuperação no comércio varejista"

O tesoureiro da Associação Comercial e Industrial de Marília, Manoel Batista de Oliveira, afirmou que o varejo cresceu 10,1% na comparação com março de 2020,conforme dados do IBGE. “É uma tendência de recuperação do setor”, acredita o dirigente ao colocar o comércio paulistano como parâmetro em virtude de ser o maior e mais diversificado do País. “O varejo, em março, surpreendeu, dando os primeiros sinais de reação”, anunciou ao acreditar que isso fará com que o varejo tenha mais força ao longo dos meses seguintes, em função do avanço da vacinação.

Projeções do Instituto de Economia Gastão Vidigal (IEGV) da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) apontam para a continuidade da recuperação do setor durante o segundo trimestre, impulsionada pela volta do auxílio emergencial e pela base mais fraca de comparação de 2020.

De acordo com os dados apresentados pelo IBGE no mês de Março as vendas do varejo restrito (que não incluem veículos e material de construção) e do ampliado (que consideram todos os segmentos) registraram altas de 2,4% e 10,1%, respectivamente, sobre o mesmo mês de 2020. No varejo restrito, houve reversão da tendência de contração, registrada a partir de janeiro. No acumulado em 12 meses, houve alta de 0,7%, no primeiro caso, e queda de 1,1%, no segundo, resultados mais favoráveis em relação aos observados na leitura anterior. Esse aumento anual chama a atenção, pois, apesar de ser influenciado pela base de comparação mais fraca de 2020, também refletiria uma retomada inesperada do comércio. Essa apreciação é reforçada quando se observa que também houve crescimento do varejo restrito em relação a março de 2019 (1,2%), quando ainda não havia pandemia.


Para Manoel Batista de Oliveira a recuperação do varejo poderia ser explicada pela mudança no padrão de consumo das famílias originada pela pandemia e o isolamento social, privilegiando as compras de itens básicos, tais como artigos farmacêuticos e de uso pessoal, além daqueles associados à uma maior permanência nos lares, tais como móveis e eletrodomésticos, outros artigos de residência e material de construção. Por sua vez, a contração registrada nas vendas de supermercados teve como causa os aumentos dos preços dos alimentos, num contexto de ausência do auxílio emergencial, enquanto no caso dos veículos, o forte crescimento das vendas decorre fundamentalmente do “efeito base de comparação”.

Segundo o dirigente da associação comercial mariliense o consumidor está se adaptando a nova realidade do varejo e se tornando mais seletivo na hora de comprar. “A incerteza ainda existe e neste caso faz com que as pessoas tenham que se decidir por prioridades”, falou o experiente comerciante da zona sul da cidade de Marília. “O comércio também precisa se adaptar de acordo com o comportamento do consumidor”, ensinou ao acreditar que o pior já passou e os próximos meses serão melhores com índices mais positivos. “Sem dúvida a vacinação nos traz esperança e a partir do momento que mais pessoas sejam imunizadas, menor a proliferação do vírus”, acredita Manoel Batista de Oliveira ao reforçar a necessidade do uso de máscaras faciais incondicionalmente, higienização pessoal e do local, bem como evitar sempre a aglomeração. “Não podemos vacilar, principalmente agora”, defendeu.



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