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  • J. POVO- MARÍLIA

Empresário que atirou em PMs é denunciado por dupla tentativa de homicídio e vai a Júri Popular


O promotor de Justiça Estadual, Rafael Abujamra, denunciou o empresário do Francis Vinícius Bez Angonesse, de 31 anos, pelo crime de dupla tentativa de homicídio com as qualificadoras de assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou vantagem de outro crime; e contra autoridade ou agente descrito nos artigos 142 e 144 da Constituição.

O acusado também foi pronunciado a Júri Popular, "até final condenação”, cita a denúncia do MPE.

Ontem (14), o juiz da 3ª Vara Criminal do Fórum de Marília, Fabiano da Silva Moreno, solicitou ao Instituto de Medicina Social e de Criminologia de São Paulo exame de sanidade mental do empresário, que segue internado sob escolta policial no Hospital das Clínicas de Marília.

“Após o agendamento, intimem-se o(s) réu(s) e defensor(es). Se necessário, requisite(m)-se o(s) réu(s). Com a vinda do laudo, dê-se vista ao Ministério Público e ao defensor, para manifestação. Após, tornem os autos à conclusão”, cita o despacho judicial.

O CASO

"Hoje eu vou matar ou morrer". Assim gritava Francis (dono de um restaurante) ao constatar a chegada de policiais militares em sua casa.

Os PMs foram acionados por morador de um prédio que ouviu disparos de arma de fogo vindos na residência.

Um dos dois policiais acionou o interfone da casa. A mãe de Francis, de 57 anos, apareceu na janela e abriu a cortina, momento em que os policiais avistaram o rapaz portando uma arma grande, tratando-se de uma carabina calibre 12. Ele efetuou um disparo para cima dentro da garagem.

Os policiais se abrigaram atrás de poste e árvores e pediram reforço. Ato contínuo, policiais solicitaram para a mãe do rapaz pedir para ele largar a arma e sair com as mãos para cima. "Só queremos conversar", disseram.

Nesse momento, o atirador saiu de dentro da casa com uma pistola em punho com mira a laser, dizendo que mataria todo mundo.

Ele acionou a abertura do portão eletrônico e saiu atirando com uma pistola 9mm, atingindo o sargento PM João Fernando Silva, de 42 anos e o cabo PM Marcos Antonio da Silva, 45 anos.

Com a situação tensa, outros dois policiais que estavam com escudos se posicionaram para proteger os companheiros atingidos e efefuaram disparos em direção ao atirador. Um dos PMs disaparou seis vezes na direção dele, que foi atingido e caiu no chão, largando a pistola que portava, sendo dominado e algemado.

Como o cabo Marcos estava perdendo muito sangue, foi socorrido por uma viatura ao Hospital das Clínicas. Uma unidade do Corpo de Bombeiros socorreu o sargento João Fernando, atingido na perna esquerda, braço esquerdo e nas costas.

Francis foi atingido por três disparos, sendo dosi no flanco direito e um na cavidade abdominal, sendo socorrido também ao H.C. Os policiais atingios foram atendidos e tiveram alta no dia seguinte.

ARSENAL NA CASA

A Perícia Técnica da Polícia Civil foi acionada para o local, onde esteve o delegado plantonista Pedro Luiz Vieira Machado, e apreendeu, além da pistola marca STI, 9mm, outra pistola Glock, além de uma carabina calibre 12.

Foram apreendidos ainda na casa três carregadores, cápsulas de projéteis de 9mm e 380. três carregadores, dezenas de cartuchos, entre eles 19 intactos de calibres 11 e 12 e uma balança de precisão usada para abastecer cartuchos, diversos frascos de pólvora, além de cartelas de espoletas e artefato explosivo.






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