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  • J. POVO- MARÍLIA

Entidades de inclusão racial questionam ausência de negros no novo secretariado de Daniel Alonso


A professora Carmem Lúcia e o coronel PM da reserva, Sugar Ray, com o ex-prefeito Camarinha na campanha eleitoral deste ano

Grupos de inclusão racial em Marília abriram discussão sobre a ausência de negro no primeiro escalão anunciado hoje pelo prefeito reeleito Daniel Alonso (PSDB). O presidente do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial, Sugar Ray Robson, postou em suas redes sociais que a entidade "lamenta profundamente que a composição do primeiro escalão do próximo governo municipal não tenha apresentando nenhum compromisso social com o inquestionável e discutível processo de inclusão racial".

Sugar Ray é coronel PM da reserva. Uma das poucas novidades do secretariado de Alonso para o segundo mandato é o também coronel PM da reserva, Marcos Boldrin, escolhido para comandar a secretaria municipal da Administração. O mesmo cargo foi ocupado na gestão passada pelo também coronel PM da reserva, Marco Antonio Alves Miguel. Boldrin e Alves Miguel são brancos.

Outro questionamento nesse sentido foi feito via redes sociais pela professora Carmem Lúcia Ribeiro, do Instituto Unidos Contra o Racismo (UNCORA). "O Instituto repudia de forma veemente a nítida falta de preocupação e compromisso social da gestão pública municipal com o necessário processo de inclusão racial neste espaço quando, desconsiderando cerca de 80 mil habitantes que se autodeclaram pretos ou pardos, supostamente não encontra nenhum cidadão afromariliense com formação acadêmica, profissional e ou intelectual para compor o primeiro escalão do governo".

PERFIL

A professora Carmem Lucia foi candidata a vereadora em 2016 pelo PSDB, na chapa do então candidato tucano Daniel Alonso. Ela obteve 614 votos. Foi cogitada para assumir a secretaria municipal da Educação. Mas o prefeito eleito escolheu Roberto Cavallari para o cargo. Carmem Lúcia acabou rompendo com os tucanos.

Este ano, saiu candidata pelo Podemos, com Abelardo Camarinha e conseguiu 1383 votos.

O coronel PM da reserva, Sugar Ray, também se aproximou do atual governo. Mas se "desligou" após desentendimento e briga com um membro do alto escalão em evento festivo no Nikkey Clube. Este ano, apoiou a candidatura de Camarinha.






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