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  • Foto do escritor J. POVO- MARÍLIA

Estudo aponta que mulheres têm salários em média 20% menores que homens em Marília


O salário médio recebido por mulheres em Marília é 12,93% menor do que o pago aos homens, situação que expõe um quadro de pior desigualdade salarial por gênero.

Os números são da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS). Os dados mais recentes disponibilizados por município datam de 2021 e levam em conta trabalhadores celetistas e estatutários.

Segundo o estudo, realizado pelo Ministério do Trabalho e Emprego, em média os brasileiros ganham R$ 3.663,89, enquanto as brasileiras recebem R$ 3.269,09, o equivalente a 10,77% a menos. Outros levantamentos mostram diferenças ainda maiores em âmbito nacional.

DESIGUALDADES A diferença salarial por gênero é debatida há anos no Brasil e um pacote de medidas preparado pelo governo federal promete avançar sobre o tema, que envolve outros tipos de desigualdades e não é exclusividade do País. Segundo a advogada, empresária e presidente da Comissão da Mulher Advogada, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Marília, Cleomara Cardoso Siqueira, a desigualdade salarial por gênero no Brasil é uma das piores do mundo. “Ainda há em nosso meio uma discriminação com a figura feminina principalmente pela possibilidade de ela vir a se afastar em decorrência de uma gravidez. Essas mulheres, muitas vezes, acabam se submetendo a baixos salários para que não fiquem fora do mercado de trabalho”, analisa a advogada.

Cleomara Cardoso Siqueira, advogada e empresária de Marília (SP), fala sobre desigualdade salarial por gênero Para ela, a situação só vai mudar, de fato, quando aumentar a representatividade política das mulheres, “ainda tão pequena”. “Que se criem leis mais rígidas para a garantia da igualdade salarial entre homens e mulheres”, propõe. A especialista em Recursos Humanos Juliane Lourenço detalha que a diferença salarial dificilmente é explicitada nos anúncios de vaga de trabalho. “Isso começa a ser descoberto durante a trajetória dentro da organização, quando um profissional já está atuando”. “Se a pessoa tem qualificação, preparação, competências que aquela vaga exige, ela está apta a participar do processo e depois, passando por essas etapas, fazer parte do time de colaboradores independente do sexo”, analisa Juliane.

Especialista em Recursos Humanos Juliane Lourenço, de Marília, debate desigualdade salarial por gênero Segundo a especialista, dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), ainda do ano passado, mostram que a área de Tecnologia é um dos setores da economia com maior desigualdade salarial em prol dos homens. “A gente percebe que essa discrepância acontece em vários itens hierárquicos e há maior discrepância em cargos de liderança”, conta. De acordo com ela, muitas vezes a mulher “é vista como uma profissional aquém, abaixo da capacidade dos homens”. Juliane entende que já houve avanços nos últimos anos, mas ainda há um longo caminho até o fim do quadro atual. “Essa mudança depende de políticas públicas, mas as empresas também podem tomar a iniciativa e criar planos de carreira que se preocupem com isso. O primeiro passo é alinhar discurso e prática”, afirma.



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