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  • Da redação - Por G1

Família de policial federal morto em operação na região deve receber R$ 150 mil da União


A Justiça condenou a União a pagar R$ 150 mil de indenização a família do policial federal Fábio Ricardo Paiva Luciano, morto durante uma operação de combate ao tráfico de drogas, em setembro de 2013 em Bocaina (180 quilômetros de Marília).

De acordo com a sentença o agente federal não dispunha de equipamento de segurança adequado para realizar a operação. Fábio Paiva estava sem colete à prova de balas e foi atingido por tiros de fuzil. Em nota, a Advocacia-Geral da União (AGU) afirmou que "respeita a decisão judicial e oportunamente se manifestará nos autos do processo". Segundo a investigação, o município de Bocaina servia como rota de pousos e decolagens de aviões carregados com drogas que saiam da Bolívia, entravam no Paraguai e tinham como destino a região de Campinas. Justiça condena União indenizar família de policial federal morto em operação em Bocaina A quadrilha era formada por 16 pessoas e 15 estão presas pelo crime no Brasil, cinco delas foram julgadas em 2019. Fábio Ricardo Paiva Luciano morreu quando a Polícia Federal interceptou um avião que estava carregado com meia tonelada de drogas. Os criminosos que estavam em terra, perceberam a presença da polícia e reagiram com tiros. Fábio Ricardo Paiva Luciano foi atingido por um deles. Segundo a polícia, o avião foi atingido no tiroteio, caiu e pegou fogo e a droga também foi queimada.

Fuzis de uso das Forças Armadas foram apreendidos durante a operação — Foto: Reprodução/TV Tem/ Arquivo Todos os indiciados foram condenados por integrar organização criminosa, tráfico internacional de drogas, porte e uso de armas. O único que ficou foragido foi o dono do avião. O paraguaio José Luiz Bogado Quevedo, que para a polícia era o líder da quadrilha. O traficante teve a prisão decretada no mês passado, no Paraguai, depois de ser baleado durante uma festa. José Luiz Bogado Quevedo foi internado em estado grave e pode ser extraditado para o Brasil após a recuperação. Ele é réu em pelo menos 34 processos no Brasil e foi incluído na lista vermelha da Interpol pela polícia brasileira.


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