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Família de golpistas que agiu em Marília é presa em Curitiba

  • Adilson de Lucca
  • há 23 horas
  • 2 min de leitura

Pai, mãe e filho, acusados de aplicar o golpe conhecido como “bilhete premiado” foram presos por crimes de estelionato tentado e associação criminosa contra idosos, em Curitiba (PR). O trio já havia atuado em Marília, conforme investigações da Polícia Civil aqui da cidade, que compartilhou informações com autoridades em Curitiba.

De acordo com a delegada El Santos Freitas Cavalcanti, da Polícia Civil do Paraná, as diligências apontaram que o grupo atuava de forma organizada para induzir as vítimas a entregar dinheiro ou outros bens mediante a falsa promessa de participação em um suposto prêmio.

Há registro de um boletim de ocorrência de 2023 contra mãe e filho, que atuavam juntos na mesma situação, segundo a delegada. "Todos possuem antecedentes criminais relacionados à prática de estelionato” explicou a delegada.

A mulher também usava uma tornozeleira eletrônica em razão de uma prisão em flagrante pelo crime de furto em junho deste ano. De acordo com El Cavalcanti, a prisão aconteceu no momento em que o grupo tentava aplicar golpe contra um idoso de 73 anos, que teria sido abordado em um restaurante.

“A criminosa foi flagrada junto com uma vítima, nós conseguimos evitar, ficou na tentativa que ele sofresse um prejuízo financeiro. Um homem de 73 anos teria sido abordado em um restaurante” disse a delegada.

Para as tentativas de estelionato, o grupo familiar utilizava um modus operandi na abordagem. Segundo a delegada, um deles pedia ajuda para encontrar determinado endereço para entregar um envelope.

Na sequência, um terceiro integrante chegava e, durante a conversa, afirmava que havia um bilhete premiado dentro do pacote. “O conto do bilhete premiado é que chega uma pessoa pedindo uma ajuda, inicialmente para encontrar algum endereço de que precisa ir naquele local para entregar algum envelope. Daí chega uma outra pessoa que inicialmente parece ser desconhecida, mas na verdade é um participante da associação criminosa. Essa pessoa diz: ‘Nossa, esse envelope contém um bilhete que está premiado’. Essa pessoa faz uma suposta ligação a um gerente de instituição financeira pra confirmar esse prêmio na frente da vítima, que acaba envolvida e acreditando. Aí essa pessoa oferece uma recompensa pela ajuda e a partir disso se desenrola todo o trâmite do golpe” explicou El Cavalcanti.

As investigações prosseguem para identificar outras possíveis vítimas e apurar a participação do grupo em outros crimes da mesma natureza. Os três foram encaminhados ao sistema penitenciário.



 
 
 

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