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  • J. POVO- MARÍLIA

Finalmente, após rodar 1.400 quilômetros, o MAC estreia hoje na Copa do Brasil, contra o Criciúma!


Finalmente, o MAC vai estrear na Copa do Brasil às 15h30 desta quinta-feira (18), contra o Criciúma (SC)!!! A partida será realizada no Estádio Kléber Andrada em Cariacica (ES) e transmitida pela tv Mycujoo (internet). O Marília faz sua participação inédita na Copa do Brasil.

Em números, o Marília está melhor que o adversário. Segue na vice-liderança do Campeonato Paulista da Série A-3, com duas vitórias e um empate, enquanto o Criciúma não venceu nenhuma das três partidas no campeonato capixaba (duas derrotas e um empate).

A SAGA PARA CHEGAR ATÉ CARIACICA

O vice-presidente do MAC, Alysson Alex de Souza e Silva, falou sobre a saga do time para a inédita partida de estreia na Copa do Brasil.

Marília vivia uma grande expectativa para a realização do jogo contra o Criciúma (SC) aqui no Abreuzão (seria na tarde de ontem -17) quando na segunda-feira (15) o governador João Doria decidiu incluir a proibição de partidas de futebol em todo o Estado, por conta do coronavírus.

Comunicada do fato, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) resolveu transferir o jogo para a cidade de Varginha (MG) distante mais de 560 quilômetros e Marília. O MAC passava de mandante para andante!

A delegação do Alvi Celeste chegou em Varginha ainda na segunda-feira (15). Quando os atletas estavam concentrados no hotel, na terça-feira (16), surgiu mais uma bomba. Pelo mesmo motivo de Doria, o Governo de Minas Gerais proibiu jogos de futebol de outros estados em solo mineiro.

Tensão, expectativa, decepção e indignação. Assim, o MAC e o Criciúma aguardaram nova decisão da CBF. No meio da tarde, a entidade comunicou que a partida seria, então, realizada em Cariacica (ES), distante cerca de 800 quilômetros de Varginha.

A princípio, a delegação do MAC viajaria de ônibus de Varginha até Campinas (SP) onde embarcaria de avião para Cariacica. Mas, por condições financeiras, (custos de cerca de R$ 50 mil) acabou indo mesmo de ônibus até Vitória do Espírito Santo (próximo a Cariacica). Enfim, já foram 22 horas de ônibus até o local da partida.

(16) a Federação de Futebol do Espírito Santo decidiu atender pedido do governo daquele estado e suspendeu os jogos do campeonato estadual, por conta da pandemia. A suspensão vale para jogos a partir de sexta-feira (19). Ufa!

Criciúma vai de avião

O adversário do Marília, entretanto, viajou de avião tanto de sua sede até Varginha (MG) quanto da cidade mineira até Cariacica. Os catarinenses saíram nesta manhã, de ônibus, rumo a Campinas (SP) que fica a cerca de quatro horas de viagem de ônibus, onde pegam o voo para Vitória (ES).

Antes disso, o Criciúma havia ido de ônibus por cerca de três horas até Navegantes (SC) para voar até o aeroporto de Congonhas, em São Paulo, e viajar de ônibus por cerca de quatro horas até Varginha (MG). A princípio, o voo poderia sair de Navegantes diretamente para Marília, com duração de cerca de duas horas. Assim, mesmo fazendo a maior parte do trajeto de avião, os catarinenses precisaram viajar oito horas a mais de ônibus por causa das mudanças no local da partida.

Marília não teve condições de pagar avião


Dr. Alysson Alex lamenta a saga do MAC para estrear na Copa do Brasil

Para deixar a cidade no interior de São Paulo rumo a Varginha (MG), o Marília não se opôs à ideia da viagem de ônibus. No entanto, após a mudança para Cariacica (ES), o MAC solicitou — assim como o Criciúma — que a viagem fosse de avião.

A CBF concordou, mas só pagaria para 23 pessoas, regra da entidade que também foi aplicada ao Criciúma. No entanto, ambas as delegações possuem 31 pessoas. Os catarinenses já haviam arcado com os custos extras para as oito pessoas a mais na viagem até Varginha (MG) e optaram por novamente arcar com as despesas aéreas rumo a Vitória (ES).

O Marília, no entanto, não teve condições financeiras para bancar os valores extras que chegariam na casa dos R$ 50 mil.

O vice-presidente do clube, Alysson Souza, lamentou as mudanças e afirmou ao UOL que o Marília está sendo prejudicado. "Nossa delegação tem 31 pessoas e a CBF paga só para 23, mas como o ônibus é de 48 lugares não tem problema. Mas pagamos o hotel para oito pessoas, que é um gasto que não esperávamos (o clube era mandante). Solicitamos ir de avião de Varginha (MG) para Vitória (ES). Disseram que pagariam o avião, que iríamos de ônibus até Campinas (SP) e pegaríamos o voo lá, mas só pagariam para 23 pessoas.

Como que eu vou deixar oito de fora? 'Ah, o Marília paga', disseram. O Marília não tem como pagar essas oito passagens em cima da hora, sem planejamento, sem recursos. Marília estava com as portas praticamente baixadas e está retornando agora para o cenário paulista e nacional e tem suas dificuldades financeiras. Precisaria fazer um aporte, conversar com os patrocinadores. Daria quase R$ 50 mil entre ida e volta para as oito pessoas. Eles falaram que iriam ver e retornariam. Conversei com meu executivo e comissão técnica e decidimos não esperar o retorno, porque se fosse negativo, retardaria ainda mais nossa viagem. Decidimos ir de ônibus e acabamos nos sacrificando por isso", afirmou.

O dirigente, no entanto, refuta o rótulo de "coitadinho". Ele afirma que não quer o MAC seja visto como a equipe do interior que não teve dinheiro para arcar com a passagem de avião, mas sim como o clube que jogaria em casa e foi obrigado a viajar quase 1400 km para atuar. Souza ainda alerta para a exposição dos jogadores em uma viagem tão longa e com mudanças de sede. "Nós vamos pedir ressarcimento dos hotéis porque a partida era em Marília, não temos culpa nenhuma de terem tirado o jogo de Marília. Estou com meus atletas a mais de mil quilômetros longe, viajando para jogar em um estádio vazio, sendo que Marília também tem estádio vazio.

Agora sim estou colocando meus atletas em risco, expondo eles. A culpa maior é dos governos dos estados que não falam a mesma língua. Quem está sendo prejudicado é o Marília e isso é terrível."

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