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  • J. POVO- MARÍLIA

Funileiro morto a tiros por PM após esfaquear dono de oficina na Zona Sul será sepultado hoje


Vivaldo foi atingido com facadas e socorrido ao Hospital das Clínicas de Marília


Está sendo velado no Velório Municipal e será sepultado às 14h deste domingo (20), no Cemitério da Saudade, o corpo do funileiro Daniel Luiz da Silva de Carvalho, de 29 anos, que residia no Jardim Teruel, na Zona Oeste de Marília.

Ele foi morto a tiros no final da manhã de ontem (19), durante uma briga com Vivaldo dos Santos, de 50 anos, dono de uma oficina mecânica localizada na Via Expressa Sampaio Vidal, na Zona Sul de Marília, onde ocorreram os fatos.

Conforme a ocorrência lavrada na CPJ, policiais militares conduziram o sargento PM, C.M.M, de anos, informando uma tentativa de homicídio onde foi vítima Vivaldo dos Santos, residente na Vila Hípica, Zona Sul de Marília, tendo como autor Daniel Carvalho.

Em seguida, houve o homicídio consumado, decorrente da intervenção do sargento PM, que atingiu Daniel Carvalho com três disparos de revólver. Consta no B.O que o policial "agiu acobertado pela excludente de ilicitude da legítima defesa de terceiro".

Conforme os relatos, Daniel discutiu com Vivaldo, voltando posteriormente ao local com uma faca e desferindo golpes contra a vítima, sendo interrompido pelo policial militar, o qual interviu e alvejou Daniel em legítima defesa.

Policiais civis da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), estiveram no local e conversaram com o sargento da PM. Ele explicou que havia levado uma van de seu irmão na oficina e estava à paisana, quando Daniel chegou discutindo com Vivaldo, conhecido como "Cabeça". Daniel, conforme o PM, saiu do local e retornou discutindo, novamente.

Em dado momento, Daniel sacou uma faca da cintura e passou a intervir contra Vivaldo, desferindo golpes. Logo em seguida, o sargento gritou "parado, polícia" e desferiu contra Daniel um disparo com seu revólver particular, um Taurus 357 com dois cartuchos picotados e três deflagrados, o qual foi apreendido.

Entretando, conforme relatos do policial, Daniel não cessou as agressões, ao contrário, se abaixou e passou a golpear Vivaldo na região da cabeça, momento em que, diante do iminente perigo e injusta agressão, efetuou mais dois disparos de arma de fogo. Em seguida, Daniel saiu correndo com a faca e caiu em frente uma igreja ao lado da oficina. As versões do sargento foram confirmadas por uma testemunha.

O sargento, então, acionou a Polícia Militar para as devidas providências. Uma viatura do SAMU esteve no local e constatou o óbito de Daniel. Vivaldo foi socorrido ao Hospital das Clínicas de Marília.

Na CPJ, a delegada Renata Yumi Ono relatou que "consoante todos os elementos informativos e probatórios existentes até o presente momento, esta Autoridade Policial restou convencida de que o policial militar agiu ampardo na excludente de ilicitude da legítima defesa, cujo fato que será melhor apreciado após a eleboração dos laudos periciais e conclusão do inquérito policial a ser instaurado".



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