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  • J. POVO- MARÍLIA

Gangue que espancou rapaz violentamente em Garça vai a Júri Popular. Vítima ficou 10 dias na UTI


Narciso foi violentamente espancado por grupo durante a madrugada


A juíza Renata Lima Ribeiro Raia, do Fórum de Garça (30 quilômetros de Marília), pronunciou ao Tribunal do Júri os acusados de espancar violentamente Narciso dos Santos Silva Neto, de 24 anos na madrugada do dia 9 de maio passado.

A magistrada entendeu que seguiam inalterados os fundamentos das decisões que determinaram a prisão cautelar dos acusados. Lucas Eduardo Vitor, Cauan Henrique de Jesus de Souza e Breno Nunes de Souza são acusados de tentativa de homicídio qualificado, por motivo fútil, meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. Tendo em vista a decisão, todos deverão aguardar o julgamento na prisão, para preservação da ordem pública. Eles não podem recorrer da decisão em liberdade. Narciso, que foi internado em estado grave na UTI do H.C de Marília e teve alta após 10 dias, ainda se recupera das agressões. Ele ficou com uma cicatriz no rosto e um machucado no olho esquerdo que, segundo ele, ainda pode comprometer sua visão. A vítima havia se pronunciado pela primeira vez à Justiça no dia 30 de julho durante depoimento ao juiz do caso. Ele foi acompanhado do irmão, que também prestou depoimento como testemunha. A audiência aconteceu no Fórum de Garça e também foi o primeiro procedimento judicial do caso e serviu para que o juiz ouvisse a vítima, os acusados e outras pessoas ligadas ao caso.

Os três homens acusados do crime também participaram da audiência virtualmente. Dois estão presos no CDP de Bauru e o outro em Lins. Um adolescente também se envolveu no crime e responde em liberdade. RELEMBRE O CASO O crime aconteceu na madrugada em uma rua de Garça. Câmeras de segurança flagraram quando o jovem foi agredido por vários homens, levando golpes e chutes na cabeça até mesmo depois de estar desacordado ao lado da guia da calçada. Segundo a família de Narciso, as agressões começaram depois que a vítima reclamou que os motociclistas estariam fazendo manobras perigosas e empinando as motos em sua direção na calçada. Após as investigações do caso, a Polícia Civil indiciou quatro homens envolvidos na agressão e realizou uma operação no dia 15 de maio para prender três deles. No entanto, não foi possível encontrar ninguém e os três suspeitos passaram a ser considerados foragidos da Justiça. Dois dias depois da operação, dois primos de 19 e 21 anos, que fazem parte do grupo envolvido no espancamento, se entregaram na delegacia e foram presos. No dia seguinte o terceiro suspeito, de 18 anos, também se apresentou e foi detido. O menor, que é um adolescente de 17 anos, foi apreendido dez dias depois do crime, em Garça, e encaminhado para a Fundação Casa de Marília. Segundo a Polícia Civil, um quinto homem que aparece nas imagens apenas tentou separar a briga e não agrediu a vítima, por isso, não foi indiciado. INVESTIGAÇÃO Logo no início das investigações, um dia após a agressão dois primos envolvidos na agressão chegaram a se apresentar na delegacia com um advogado e confessaram o crime. No entanto, eles respondiam ao processo em liberdade por se tratar apenas de um inquérito de lesão corporal. Segundo o delegado Gustavo Pozzer, o inquérito foi modificado diante do agravamento do estado de saúde da vítima enquanto estava internado. De acordo com a polícia, no depoimento, os suspeitos confirmaram que estavam fazendo manobras arriscadas em motos e que realmente houve um desentendimento entre eles e Narciso, porque ele reclamou, e acrescentaram que partiram para a agressão depois de verem que a vítima estava com um canivete, mas a versão não foi confirmada. À época, a defesa da dupla presa inicialmente disse que, apesar de confessarem o crime, os dois primos não queriam matar, mas apenas ferir Narciso.




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