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  • Foto do escritor J. POVO- MARÍLIA

Homem que matou a ex-companheira a tiros na frente da mãe e crianças pega quase 19 anos de cadeia


João Paulo de Castro, de 38 anos,que matou a tiros sua ex-companheira, Camila Eduarda Santos de Souza, de 19 anos, em fevereiro do ano passado, em Pompeia (30 quilômetros de Marília), foi condenado a 18 anos e 8 meses de prisão em regime fechado durante julgamento pelo Tribunal do Júri realizado nesta terça-feira (19), no Fórum daquela cidade.

João Paulo foi julgado durante oito horas pelo crime de homicídio triplamente qualificado, praticado por motivo fútil, utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima e por feminicídio. Ele continuará preso no CDP de Álvaro de Carvalho (SP). O CASO João Paulo trabalhava em uma fazenda em Oriente e pediu para um amigo levá-lo até a casa da ex-companheira para ver a filha de oito meses. No entanto, ao chegar ao local, o homem invadiu a casa, sacou um revólver e efetuou disparos contra a vítima. Além de Camila, na casa também estavam a mãe da jovem, a filha bebê do casal e outra criança, de um ano e nove meses, filha da vítima de um relacionamento anterior. João Paulo fugiu após o crime.

O homem que estava no carro com ele foi ouvido e liberado. O amigo contou à polícia que não sabia que o suspeito estava armado, nem que a intenção dele era matar a Camila. Alguns dias após o crime, o pai contou que a vítima era agredida e ameaçada pelo ex-companheiro. Segundo Valderei Alves de Souza, a filha Camila vivia com o suspeito. Dois meses antes do homicídio, no entanto, a jovem pediu a separação e voltou a morar na casa dos pais. "Ela era vítima de agressão, mas tinha medo de falar isso para a gente com medo da minha atitude", contou o pai. Sem desconfiar que a filha era agredida e ameaçada, o pai contou que o ex-companheiro dela não levantava suspeita de ser agressivo. "Para a gente aqui, ele aparentava ser uma pessoa super do bem, tratava ela bem na nossa frente, não aparentava ser esse monstro que se mostrou. Jamais a gente esperava que isso ia acontecer", explicou Valderei. "Ele já desceu do carro disparando, atirando contra ela. Nisso ela entrou lá dentro gritando: 'mãe, me ajuda pelo amor de Deus, não quero morrer, pelo amor de Deus'. Aí, lá dentro, ele efetuou o tiro de misericórdia", lembra o pai da jovem, que não presenciou o crime, mas relatou o que ouviu da esposa.

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