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Homem que matou a ex-companheira e o namorado dela a tiros vai ao Tribunal do Júri, em Marília

  • Foto do escritor:  J. POVO- MARÍLIA
    J. POVO- MARÍLIA
  • há 13 minutos
  • 2 min de leitura

Umberto Muniz de Melo, de 74 anos, que matou a tiros a ex-companheira Maria da Glória Lima Xavier, de 50 anos, e o namorado dela, Jaelson da Hora Silva, de 52 anos, irá ao Tribunal do Júri.

O réu responderá perante o júri popular pelos crimes de feminicídio (contra a ex-companheira), homicídio qualificado por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima (contra o companheiro dela), além de porte ilegal de arma de fogo.

A Justiça também indeferiu o pedido de restituição da caminhonete do acusado, utilizada no dia do crime para perseguir o casal e fugir após os disparos.

Segundo a decisão, o veículo deve permanecer apreendido para garantia de eventual indenização aos herdeiros das vítimas.A data do julgamento ainda será marcada.

A decisão é da 3ª Vara Criminal do Fórum de Marília. Também manteve a prisão preventiva do réu e negou o direito de recorrer em liberdade devido à gravidade do crime e ao risco de fuga.

O CRIME

O duplo homicídio ocorreu na noite de 29 de dezembro de 2025, às margens da Rodovia do Contorno, em frente a garagem da empresa Guerino Seiscento, onde o casal trabalhava. Maria da Glória atuava como agenciadora e Jaelson, como motorista.

Segundo a Polícia Civil, o casal viajou de Tupã para Marília em um ônibus da empresa. Logo após desembarcarem do veículo, eles foram surpreendidos e mortos a tiros no acostamento.

Testemunhas relataram ter ouvido cerca de quatro disparos e visto uma caminhonete branca fugindo em alta velocidade.

As apurações apontaram que o veículo pertencia a Umberto, ex-marido de Maria da Glória, que não aceitava o fim do relacionamento e o novo namoro dela. Registros de câmeras do sistema de monitoramento rodoviário confirmaram que a caminhonete do suspeito fez o mesmo trajeto do ônibus naquele horário.

Umberto foi interceptado pela Polícia Militar Rodoviária poucas horas após o crime, na Rodovia Castello Branco, na altura de Boituva, enquanto tentava fugir em direção à capital paulista.

No veículo, os policiais apreenderam um revólver com três munições intactas. Na ocasião da abordagem, o homem confessou aos agentes ter cometido o crime motivado por ciúmes e disse: "lavei a minha honra com o sangue deles". Desde a prisão em flagrante, ele permanece em uma unidade prisional.


 
 
 

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