Conforme decisão da Justiça, Luís Fernando Silla de Almeida, que assassinou e esquartejou de forma brutal o garoto Mateus Bernardo Valim de Oliveira, de 10 anos, em Assis, vai ao Tribunal do Júri. O crime ocorreu em dezembro de 2024, após a criança sair de casa para andar de bicicleta.
Mesmo com um laudo psiquiátrico apontando que o réu sofre de esquizofrenia e seria inimputável, o judiciário determinou que o caso seja julgado pelo Tribunal do Júri.
Luís Fernando vai responder por homicídio qualificado, estupro de vulnerável, vilipêndio e ocultação de cadáver, além de fornecimento de bebida alcoólica a menor, além das qualificadoras como motivo torpe e meio cruel. O réu está preso desde dezembro de 2024.
O CRIME
Mateus desapareceu no dia 11 de dezembro, após sair de casa para passear de bicicleta pela vizinhança, no bairro Vila Glória, em Assis.
Ele aparece vestindo uma camiseta azul e shorts, sem ser abordado por ninguém. No entanto, dias depois, a polícia teve acesso a outras imagens que mostram o garoto acompanhado do assassino na região da área de mata.
Luis Fernando, vizinho da vítima, foi ouvido pela polícia no dia 17 de dezembro, junto com outras sete testemunhas.
Durante o depoimento, ele apresentou versões contraditórias, o que levantou suspeitas. O homem foi liberado após prestar depoimento, mas acabou sendo preso em sua casa no mesmo dia, depois que o corpo do menino foi encontrado.
Durante depoimento, o criminoso confessou o homicídio e detalhou que levou o menino ao rio na área de mata, onde ocorreram "agressões".
Ele afirmou que arremessou uma pedra em Mateus, causando sua morte, e que voltou para casa para buscar uma serra, com a qual desmembrou o corpo da criança. A polícia aponta que o garoto foi morto porque resistiu a abusos sexuais do assassino.
Segundo as investigações, Mateus frequentava a casa de Luis Fernando, onde eles consertavam bicicletas juntos.
Ainda conforme a polícia, o ato do criminoso de ajudar crianças com esses consertos era comum. O delegado Tiago Bergamo descreveu essa relação de proximidade do assassino com a vítima como uma armadilha.
O delegado também revelou que, ao confessar o homicídio aos policiais, o vizinho disse ter ouvido vozes que o incentivaram a cometer o crime e que sentia inveja da alegria das crianças do bairro, motivo pelo qual buscava se aproximar delas.
Além disso, ainda segundo o delegado, Luis Fernando afirmou que costumava frequentar o local onde o corpo foi encontrado com a vítima e até com sua família, dizendo que iriam nadar e passar o dia juntos.
"Ele já havia frequentado a área de mata outras vezes com a família do Mateus. Ele relatou que disse ao menino que iriam conversar e que já tinham nadado naquele rio em ocasiões anteriores. Provavelmente, essa foi a justificativa usada para atrair a criança ao local", disse o delegado na época das investigações.
Apesar das análises periciais no corpo da criança não apresentarem provas de abuso sexual, a polícia concluiu que, quando o suspeito levou Mateus até o local do crime sob o pretexto de fazer um piquenique, Luis Fernando tentou abusar sexualmente do garoto, que reagiu, motivando as agressões.
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