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Homem é preso após agredir e ameaçar a companheira de morte, em Marília. Ela disse que não denunciou ele antes "por medo e dó"

  • Adilson de Lucca
  • há 1 hora
  • 2 min de leitura

Um homem de 32 anos foi preso e autuado em flagrante na CPJ em Marília nessa quarta-feira (19). Policiais militares foram acionados para uma casa na Rua Antonio Roberto Moris, no bairro Nova Marília IV, para averiguação de situação de violência doméstica e familiar contra uma mulher.

No local, os policiais depararam-se com a vítima, de 26 anos, em via pública, acompanhada de seus quatro filhos menores de idade, com idades de 8, 6, 4 e 1 ano e 2 meses, ocasião em que ela, bastante exaltada, afirmava ter acabado de ser agredida por seu companheiro.

Em contato com a equipe policial, ela relatou que convive com o acusado há aproximadamente 11 anos, relacionamento do qual nasceram os quatro filhos.

Informou que o companheiro já a teria agredido, ameaçado e ofendido em outras oportunidades, porém jamais havia registrado ocorrência, segundo suas palavras, “por medo e dó”.

Acrescentou que o homem fazia uso de substâncias entorpecentes, notadamente cocaína, além de consumir bebidas alcoólicas com frequência, circunstâncias que, segundo ela, contribuiriam para que se alterasse e apresentasse comportamento agressivo.

Declarou que, na noite anterior aos fatos, o companheiro chegou à residência visivelmente embriagado e, possivelmente sob efeito de drogas, passando a importuná-la durante a noite. Já pela manha, após novo desentendimento, ele investiu fisicamente contra ela, desferindo-lhe socos e chutes, além de empurrões, tudo no interior da residência e enquanto os quatro filhos do casal se encontravam no imóvel.

Não bastassem as agressões físicas, o homem teria ameaçado a vítima de morte, afirmando que, “se souber que está com outra pessoa acabará com sua vida”, além de diversas expressões ofensivas e de baixo calão.

Diante das informações recebidas, os policiais dirigiram-se ao interior do imóvel, onde localizaram o acusado. Questionado naquele momento acerca dos fatos, ele permaneceu em silêncio.

Diante da situação, o indivíduo recebeu voz de prisão, resistiu e os policiais usaram força moderada para contê-lo e algemá-lo.

O acusado disse ainda que "seria melhor permanecer preso para não fazer alguma coisa” contra a companheira.


 
 
 

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