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  • Foto do escritor J. POVO- MARÍLIA

Idosa ferida em queda de elevador no Sul segue internada. Marido dela foi esmagado e morreu


A idosa de 83 anos esmagada por um elevador em uma clínica de saúde em Montenegro, no Vale do Caí na última quarta-feira (19) permanece internada no Hospital Unimed Vale do Caí. O estado de saúde é grave, mas considerado estável.

O marido dela, de 92 anos, que também foi atingido pelo equipamento acabou morrendo em decorrência dos ferimentos. Erineu Alves de Souza foi sepultado nesta manhã no Cemitério Municipal de Montenegro. Antes do enterro houve um culto de despedida na Igreja Evangélica Assembleia de Deus do município. Nas redes sociais, a instituição lamentou a perda, homenageando o idoso que por muitos anos atuou como porteiro na Congregação São Pedro:

"É com pesar e tristeza que comunicamos aos irmãos e amigos da Igreja Assembleia de Deus de Montenegro que, no fim da noite desta quarta-feira, 19, faleceu o nosso estimado irmão Erineu Alves de Souza, 92 anos, membro de nossa Igreja. Durante muitos anos ele atuou como porteiro na Congregação São Pedro, no bairro de mesmo nome, recebendo a todos os demais irmãos sempre com muito carinho e dedicação. Mesmo com idade já avançada, ele não deixou de estar em comunhão com os irmãos da referida congregação e, sempre que podia, nesses últimos meses, se fazia presente aos cultos realizados na Igreja", afirma a publicação.

Como aconteceu o acidente

O casal foi até a clínica para uma consulta médica. No térreo, abriram a porta do elevador, que estava no segundo andar. Eles não perceberam e caíram, momento em que o elevador também iniciou a descida. Os idosos tentaram sair, mas a porta travou e eles acabaram esmagados.

— Por algum motivo, a porta não trancou e ela (a filha) colocou o casal no nicho do elevador sem ele. Ao fechar a porta para o casal, ela trancou e possibilitou que o paciente de cima descesse. Como estava trancada e não há botão de pânico ou algo que o valha pelo lado de fora, o elevador continuou descendo — explica o delegado André Roese, responsável pela investigação.

Ainda conforme o delegado Roese, o proprietário da clínica ou o técnico responsável pelo elevador podem responder por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

— Depende da investigação e análise técnica, ainda não está claro se houve falha mecânica ou erro humano na ocorrência — afirma.

Não há previsão de quando o laudo da perícia deve ser concluído.




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